Enrique Marcarian / Reuters
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Sob impacto da pandemia, companhias aéreas argentinas anunciam fusão

Aerolíneas Argentinas e Austral devem concluir o processo até o fim deste ano; executivo diz que crise provocada pela covid-19 pegou o setor 'em cheio' e que haverá vários meses críticos pela frente

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2020 | 14h58

Em meio à crise causada pela pandemia da covid-19, o governo argentino de Alberto Fernández decidiu fundir as companhias aéreas estatais Aerolíneas Argentinas e Austral. Em nota publicada em seu site, a Aerolíneas informou que o presidente da companhia, Pablo Ceriani, comunicou a decisão aos trabalhadores na manhã desta terça-feira, 5.  

Segundo Ceriani, a crise mundial provocada pela covid-19 tem afetado "em cheio" o setor e  não é possível saber quanto tempo durará essa situação. "Tudo indica que ainda haverá vários meses críticos pela frente, meses sem receita, nem operações regulares; o que significa um tremendo impacto para nosso setor e a economia em geral", diz no texto. Nesse quadro, ele previu que muitas companhias aéreas "na região e no mundo desaparecerão".  

 A Austral já fazia parte do grupo da Aerolíneas, mas a marca agora deve desaparecer e as operação, serem integradas. De acordo com a imprensa argentina, com a fusão, o governo pretende economizar US$ 100  milhões por ano.

Ceriani afirmou, ainda em nota, que a fusão permitirá um aumento de eficiência. A intenção é criar uma nova unidade de negócios para fazer manutenção de aeronaves para outras empresas, bem como criar uma unidade de negócios de carga e acabar com estruturas duplicadas nas organizações, diz o comunicado.

O processo de fusão deverá ser iniciado assim que houver reunião de acionistas para aprová-lo. A intenção do governo argentino é concluí-lo até o fim deste ano.

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