Sob investigação de fraude, Goldman tem lucro recorde

O lucro recorde de US$ 3,29 bilhões no primeiro trimestre de 2010 do Goldman Sachs não conseguiu tirar o banco do foco de acusações de fraude que eclodiram na semana passada. As ações do banco de investimentos americano voltaram a cair ontem na Bolsa de Valores de Nova York, com países europeus aumentando o cerco à instituição financeira mais poderosa de Wall Street.

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

Na entrevista para anunciar os resultados, o diretor financeiro do Goldman, David Viniar, e o conselheiro-geral do banco, Gregory Palm, tiveram de responder praticamente só perguntas sobre a fraude. Os jornalistas ignoraram na coletiva o resultado positivo da instituição, que foi quase o dobro em relação aos primeiros três meses do ano passado.

Políticos britânicos e alemães pediram aos seus governos que rompam relações com o Goldman Sachs. Agora existe o temor de que a reforma do sistema financeiro dos EUA afete ainda mais o banco de investimentos, que foi considerado o maior vencedor da crise financeira global. Alguns de seus concorrentes, como o Lehman Brothers, fecharam as portas enquanto o Goldman apresentava resultados positivos.

Na semana passada, a SEC (equivalente à Comissão de Valores Mobiliários no Brasil) acusou o banco de investimentos de ter fraudado um investimento em papéis atrelados a hipotecas com risco elevado. Alguns clientes teriam perdido bilhões ao terem sido enganados pela instituição, enquanto um megainvestidor americano teve lucros bilionários. O banco nega as fraudes. Políticos republicanos e o Wall Street Journal afirmam que a acusação da SEC teve motivação política.

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