Sob pressão, BC decide esta semana como ficam os juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) enfrenta esta semana mais uma decisão difícil sobre reduzir ou manter a taxa básica de juros, a Selic, que está em 16,5% ao ano. A pressão do setor produtivo contra os altos juros no Brasil vem aumentando, com a permanência do ceticismo de muitas empresas e consumidores em relação à recuperação da economia. "Estamos investindo, mas o que está crescendo é a exportação; o mercado interno ainda não reagiu", disse o empresário Antonio Ermírio de Moraes, presidente do Grupo Votorantim, uma das maiores empresas privadas brasileiras, atuante nos setores de cimento, metalurgia, celulose e papel. Depois que o BC divulgou, a dura ata da reunião do Copom de janeiro, alertando para o risco inflacionário, foram divulgados diversos índices tranqüilizadores. O IPC da Fipe da primeira quadrissemana de fevereiro ficou em 0,46%, abaixo das projeções do mercado, de 0,47% a 0,60%. A primeira prévia do IGP-M de fevereiro, de 0,08%, também ficou abaixo das projeções, entre 0,14% e 0,72%. O IPCA de janeiro, de 0,76%, ficou no centro das projeções, de 0,65% a 0,75%, mas os "núcleos" do índice foram favoráveis. O núcleo exclui os componentes mais instáveis, para captar a tendência de longo prazo. Leia mais e entenda o que é a taxa Selic, no JT

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.