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Sobe para 38 o número de vôos cancelados pela Varig

O mais recente balanço dos vôos cancelados pela Varig, em São Paulo, mostra que a companhia aérea promoveu 21 cancelamentos até as 12 horas desta terça-feira, um dia após ter sua venda homologada pela Justiça. Segundo apurou a Rádio Eldorado, foram 12 vôos domésticos cancelados no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, e 9, entre nacionais e internacionais, no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. No aeroporto da capital paulista, os passageiros demoram até 5 horas para conseguir a realocação entre outra companhia aérea. Os guichês da Varig estão praticamente vazios.No Rio de Janeiro, segundo a assessoria de imprensa da Infraero, foram 17 cancelamentos até às 11 horas, sendo nove de vôos nacionais e quatro internacionais, no Aeroporto Internacional Galeão/Tom Jobim, e quatro vôos da ponte aérea Rio-São Paulo, no Aeroporto Santos Dumont. No total, foram 38 vôos cancelados no Rio e em São Paulo. A assessoria de imprensa da companhia, situada no Rio de Janeiro, informou que não vai se pronunciar sobre o assunto. Em Congonhas, a assessoria da Infraero também evitou se posicionar sobre os cancelamentos da Varig, que não estão sendo avisados por telefone, mas somente nos painéis de informação. Extra-oficialmente, a alegação para os cancelamentos é a falta de combustível e outros entraves burocráticos.ExpectativaPela manhã, o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, disse à Agência Estado, no Rio de Janeiro, que a grande expectativa da empresa é saber se o consórcio formado pelo TGV e investidores terá condições de cumprir a determinação judicial de pagamento, em 72 horas, de US$ 75 milhões, para efetivar a compra da companhia aérea. Do contrário, a Infraero teme que possa haver um colapso na empresa. O brigadeiro informou que a Infraero está tomando precauções para o caso de possíveis tumultos nos aeroportos, na tentativa de buscar o melhor atendimento aos passageiros. Outra preocupação da Infraero é com relação aos aviões da Varig, no caso de a empresa aérea deixar de voar. O medo se baseia na possibilidade de ocorrer o mesmo que aconteceu com os aviões da Vasp e da Transbrasil, que ficaram parados em aeroportos de grande porte, atrapalhando o tráfego.Taxa de embarqueNesta terça, o brigadeiro participa de uma reunião com o Conselho Administrativo, no Ministério da Defesa. O objetivo é discutir, entre outros assuntos, a exigência de pagamento à vista da taxa de embarque que a Varig está cobrando dos passageiros, mas não está repassando à Infraero, caracterizando apropriação indébita.Segundo ele, a Polícia Federal do Rio de Janeiro já recebeu orientação do Ministério Público para trabalhar na denúncia de apropriação indébita da taxa.A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também participa, no Ministério da Defesa, de reunião com presidentes das companhias aéreas para discutir um plano de contingência.Justiça aceita proposta do TGVOntem, o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial, homologou a compra da Varig pelo Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), que reúne associações de funcionários da empresa. Na verdade, este foi um ultimato da Justiça para que a Empresa Nova Varig (NV), criada para representar o TGV no leilão da companhia, consolide a operação. Isso porque, até sexta-feira, o TGV deverá depositar a primeira parcela, de US$ 75 milhões (cerca de R$ 169 milhões) para efetivar a compra. Caso contrário, será imediatamente programado um novo leilão.O coordenador do TGV, Márcio Marsillac, afirmou que, se não houver tempo hábil para que os investidores que fazem parte do consórcio NV liberem os recursos necessários para o pagamento do sinal de US$ 75 milhões até sexta-feira, o TGV negociará um empréstimo-ponte com o Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Hoje, o TGV deverá ir ao BNDES negociar a possibilidade de apresentar as garantias para esse empréstimo-ponte. "Pode não haver tempo suficiente. Se isso ocorrer, nós queremos levar as garantias ao BNDES para que monetizem os recursos necessários", explicou.Ayoub não revelou quem é o investidor por trás do consórcio NV, já que o TGV não tem recursos capazes de honrar o negócio. Entretanto, frisou que o TGV prestou todos os esclarecimentos exigidos pela Justiça. Além disso, ele revelou que esteve hoje em reunião com os dois investidores que participarão do consórcio NV Participações, vencedor do leilão da Varig. As debêntures, títulos que seriam usados como parte do pagamento do TGV pela companhia aérea, serão substituídas por aportes financeiros dos novos investidores, outra exigência da Justiça.

Agencia Estado,

20 de junho de 2006 | 12h25

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