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Sobeet diz ser difícil controlar capital volátil

Embora concorde com a adoção de mecanismos para controlar o ingresso de capitais voláteis, o presidente da Sociedade Brasileira de Estados de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Antônio Corrêa de Lacerda, afirma que a aplicação desse recurso no País é muito difícil. "O Brasil ainda tem uma economia vulnerável, que depende de US$ 30 bilhões ao ano para fechar as suas contas, e tem um porcentual ainda baixo (20%) de comércio exterior em relação ao seu PIB", disse.Segundo ele, "o País precisaria recompor as suas reservas internacionais e melhorar a qualidade delas" para taxar o capital de curto prazo. O presidente da Sobeet afirmou que, dos pouco mais de US$ 40 bilhões que o Brasil tem em caixa, metade são do FMI. "Quando a economia brasileira tiver menores necessidades de financiamento externo, talvez aí seja possível adotar controles para capitais voláteis", disse.Caso contrário, o economista acredita que a adoção desses mecanismo podem provocar insegurança e instabilidade dos mercados. "Para um país implementar esses mecanismos, precisaria não depender tanto de capitais externos. E esse não é o caso do Brasil."

Agencia Estado,

07 de maio de 2003 | 19h15

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