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Sobeet espera queda nos investimentos diretos em 2003

A participação do Brasil no fluxo total de investimentos estrangeiros diretos (IED) no mundo deve cair pelo segundo ano consecutivo, passando de 2,7%, em 2001, para 1,5% em 2003, depois de ter recuado já em 2002 para 2,5%, de acordo com estimativas da Sobeet, que tomou como base o relatório sobre IED da Unctad. A participação brasileira nos investimentos estrangeiro diretos entre os países em desenvolvimento também vem caindo desde 2000, quando era de 12%. Em 2001 havia recuado para 9,6%; em 2002, para 8,7%, e este ano deve cair para 5,3%, ainda segundo a Sobeet."É compreensível que os investimentos tenham despencado, até porque eles estão também relacionados a fusões e aquisições de empresas, que também despencaram", explicou Octavio de Barros, membro do conselho consultivo da Sobeet e economista-chefe do Bradesco. Para Barros, a queda de IED está ligada também à própria capacidade de investimento das empresas transnacionais. "O market share de 1,5% previsto para 2003 pode até estar superestimado. Vale lembrar que o Brasil é um país que cresceu 1,5% em média nos últimos anos e é natural que as poucas perspectivas de expansão econômica influenciem nos investimentos estrangeiros no País", argumentou o economista.

Agencia Estado,

04 de setembro de 2003 | 16h02

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