Sobeet mantém previsão de investimento direto de US$ 15 bi

A Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) avalia que a eventual elevação das taxas de juros nos Estados Unidos e uma possível desacelaração da economia chinesa não afetarão o crescimento econômico do Brasil, razão pela qual decidiu manter em US$ 15 bilhões as projeções de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para este ano. "Não vimos evidência alguma que fizesse a gente mudar a nossa estimativa prévia de US$ 15 bilhões", disse hoje o presidente da entidade, Antônio Corrêa de Lacerda.De acordo com ele, a turbulência dos últimos dias no Brasil está restrita ao mercado financeiro e será de curta duração. Para o economista, todo o movimento foi provocado por uma realocação antecipada de ativos diante da expectativa de mudança nas taxas de juro norte-americanas. Apesar do discurso otimista, Lacerda defendeu "ajustes urgentes, como uma revisão da forte rigidez da meta da inflação e mais espaço para os investimentos públicos e concretizar a reforma tributária".Indagados se a disparada do preço do petróleo não seria um fator negativo para a economia brasileira, os economistas da Sobeet responderam que os riscos (do cenário externo) para o País são antagônicos e, de alguma forma, se anulam. Segundo Lacerda, se a economia dos Estados Unidos e da China começarem a desaquecer, então sobrará espaço para uma queda do preço do petróleo e dificilmente deverá se sustentar no patamar dos últimos dias.

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