Sobeet prevê crescimento de 5% do PIB em 2005

A Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 5% desde que ocorram alguns ajustes na economia. Para que esse crescimento seja atingido, ele espera que a taxa de juros comece a cair, no máximo, em março de 2005.Além disso, a Sobeet espera no próximo ano a apreciação da taxa de câmbio, a recomposição das reservas internacionais e o avanço das reformas constitucionais no Congresso Nacional. É uma projeção mais otimista do que a do mercado que prevê 3,5%.O crescimento previsto para a indústria é de 5,5%, enquanto o de serviços ficaria em 4,5% e o do agronegócio, de 6%. Em todos os setores, a Sobeet prevê um desempenho superior ao deste ano.O presidente da Sobeet, Antônio Corrêa de Lacerda, ponderou que uma alta de 5% ainda é inferior ao desempenho médios emergentes. "O crescimento desejado para o Brasil é 7% ao ano", disse, citando o exemplo de outros países. Há 25 anos, a China cresce 9% ao ano. Nos últimos anos, a Índia tem uma expansão de 6%.Balança comercialLacerda discorda da maioria dos analistas de mercado e prevê que o Brasil possa repetir, em 2005, o saldo comercial deste ano. A projeção da Sobeet é de que o superávit comercial feche 2004 entre US$ 32 bilhões e US$ 33 bilhões e, no próximo ano, chegue a US$ 34 bilhões. De acordo com ele, as exportações continuarão crescendo, em ritmo menor, mas ainda forte. Nem mesmo a queda do preço das commodities agrícolas, segundo Lacerda, deve prejudicar o desempenho das exportações.Para que essa previsão se concretize, Lacerda disse que é necessário uma depreciação do real. "É preciso ajustar a taxa de câmbio de forma gradual", afirmou, ponderando que o nível de equilíbrio fica em torno de R$ 3,00. "O nível atual da taxa de câmbio é incompatível com a estrutura de custos", acrescentou. A Sobeet projeta que o câmbio no final de dezembro esteja em R$ 2,85 neste ano, fechando o próximo ano entre R$ 3,05 e R$ 3,10.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.