Sobras do Dia das Mães em liquidação

Os consumidores que pensam em fazer algumas compras e encontrarem bons preços devem aproveitar esses dias, pois a maioria dos lojistas de shoppings e do comércio de rua da capital que fizeram promoções para o Dia das Mães garantem que vão manter os descontos e as melhores formas de pagamento até o fim dos estoques. A subgerente da loja de confecções Practory, no Shopping Center Norte, Francisca Geldecy de Souza, explica que aumentou o período de liqüidações porque a temperatura voltou a aumentar nos últimos dias. "Nós estamos com a coleção outono/inverno, e como as vendas do Dia das Mães não foram boas, achamos melhor manter a promoção para tentar acabar com o estoque." A promoção na Practory vale para um conjunto de calça e casaco que custava, até sexta-feira, R$ 170 e, no sábado, Francisca reduziu o preço para R$ 150. "O primeiro valor era a promoção para o Dia das Mães, mas como os clientes não estavam comprando baixamos mais ainda. A faixa de promoção na vitrine da loja deve continuar até quando o estoque acabar",explica a subgerente. A gerente da loja Blanche, no Shopping Center Norte, Valéria Barros Ferreira também acredita que as promoções devem continuar. "Fizemos uma promoção duas semanas antes do Dia das Mães. O cliente que gastar mais de R$ 100 pode pagar em quatro vezes sem juros no cartão." Ela diz que como o movimento no fim de semana foi bem pior que o mesmo fim de semana do ano anterior, a promoção deve continuar. "Precisamos acabar com o nosso estoque e só fazendo liqüidação para atrair os consumidores." Apesar dos lojistas reclamarem do resultado das vendas, as entidades oficais afirmam que as expectativas foram atingidas. Segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o crescimento nas vendas foi de 1,9%. "Está dentro do que esperávamos, nossa expectativa era de 1,5% a 2%", ressalta Alencar Burti, presidente da ACSP. Para a Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop), os resultados também foram positivos. "Atingimos nossa expectativa que era de aumento de 3% nas vendas", afirma o presidente da entidade, Nabil Sahyoun. Este ano, as roupas femininas - que sempre eram o carro-chefe do comércio nesta época - deram lugar para a os celulares, bolsas, sapatos, eletroeletrônicos e eletroportáteis. O gasto médio dos presentes nos shoppings populares ficou entre R$ 20 a R$ 30 e nos mais sofisticados, R$ 65 a R$ 85.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.