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Sócios da VarigLog brigam na Justiça

Os três controladores brasileiros da VarigLog, Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel, estão sob suspeita, segundo fonte do mercado, de terem gasto irregularmente, em proveito próprio, pelo menos US$ 13 milhões do dinheiro que foi investido na empresa pelo fundo americano Mattlin Paterson. Entre as irregularidades estariam a compra de três jipes Land Rover blindados, avaliados em cerca de R$ 130 mil cada um, contratação de um lobista em Brasília por R$ 150 mil mensais e até o reajuste, de R$ 38 mil para R$ 70 mil, da remuneração dos membros do conselho de administração da empresa, do qual os três fazem parte.Audi, Gallo e Hatfel, sócios brasileiros do Mattlin Paterson, participaram da venda da Varig para a Gol, por US$ 320 milhões, em 28 de março deste ano. O fundo americano cobra na Justiça US$ 98 milhões que a Gol pagou à vista pela Varig. O dinheiro, que deveria ter sido devolvido ao fundo, foi depositado em uma conta na Suíça, na qual restam hoje US$ 85 milhões. A suspeita é a de que os investidores brasileiros gastaram os US$ 13 milhões que faltam, diz uma pessoa que acompanha esse processo. Os controladores da VarigLog foram procurados pelo Estado, mas informaram que não se pronunciariam sobre o caso.O Matlin conseguiu, na Justiça americana, o bloqueio da conta da Suíça, para evitar mais gastos dos executivos. Os três teriam também contratado a Audi Helicópteros, de propriedade de Marco Antonio Audi, com dinheiro da VarigLog (ex-subsidiária de cargas da Varig que controlava a própria empresa aérea), diz a fonte.A Volo do Brasil foi a empresa criada pelos três investidores brasileiros e o Matlin para comprar a VarigLog por cerca de US$ 48 milhões. A VarigLog, por sua vez, comprou a Varig por US$ 24 milhões no dia 20 de julho de 2006, mas a vendeu em março para a Gol. Até a venda para a Gol, o Matlin emprestou US$ 220 milhões para reerguer a operação da nova Varig, que no dia seguinte ao leilão judicial tinha apenas dois aviões. Do total pago pela Gol, US$ 98 milhões foram em dinheiro e US$ 172 milhões em ações. Os US$ 50 milhões referem-se a uma emissão de debêntures da nova Varig (VRG). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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