Sócios estrangeiros saem da Vale no dia 7

A saída dos sócios estrangeiros naCompanhia Vale do Rio Doce já está marcada 7 de março.Neste dia, os controladores da mineradora - a Previ, fundo depensão dos funcionários do Banco do Brasil, e a Bradespar,empresa de participações do grupo Bradesco - pagarão US$ 540milhões pela participação de 10,1% que os estrangeiros detêm naValepar, holding que controla a Vale. Esta participação está hoje abrigada no consórcio SweetRiver, liderado pela anglo-australiana BHP-Billinton e o Bank ofAmerica. Com a venda, a Previ e a Bradespar ampliam o controleda mineradora. Mas a operação também significa o passaporte devolta de empresas que chegaram a apostar pesado no Brasil, comoo Bank of America e a BHP Billiton. A companhiaanglo-australiana fez a melhor proposta pela compra da Caemi, em2001, mas perdeu para a própria Vale, que se juntou à Mitsui,companhia que tinha direito de preferência no negócio. O Bank of America apostou no mercado de bancos deatacado no Brasil, mas agora está desmobilizando seus ativos. Ainstituição, que chegou a ter 400 funcionários no País, devemanter apenas um escritório com cerca de 40 profissionais,unicamente para atender a seus clientes estrangeiros comnegócios no Brasil. Para o comprar a participação da Sweet River, a Previterá de desembolsar US$ 297 milhões, ou 55% do total daoperação. A Bradespar entrará com US$ 243 milhões. Após aconclusão do negócio, os controladores da Vale do Rio Doce devempartir para um nova empreitada: firmar contrato com um novosócio estratégico para a mineradora. Desde o final do anopassado, Previ e Bradespar estão em conversas com a japonesaMitsui. Fontes que acompanham as negociações afirmam que as duasoperações não serão feitas de maneira casada para evitar que oscontroladores da Vale percam poder de barganha no acordo. APrevi é suficientemente capitalizada para efetuar o pagamento nadata estipulada. A Bradespar deve recorrer a uma captação, jáque um aporte de capital implicaria novos trâmites burocráticosque não permitiriam o cumprimento do prazo. Ainda não evoluíram, por sua vez, as negociações entre aVale e a Mitsui, empresa considerada pelos controladores damineradora como um "parceiro amigável". O representante daBradespar no conselho de administração da Vale, Renato Gomes,esteve no Japão em janeiro. Segundo fontes de mercado, eleestaria conduzindo pessoalmente as negociações. Gomes foi enfático ao afirmar, no passado, que a entradade um investidor de longo prazo atende aos interesses dos atuaiscontroladores da mineradora. "Não há por que se carregar umaposição tão elevada dentro da Valepar", disse o executivo,comentando a participação dos controladores no capital daempresa.

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