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Sócios foram investigados pela Satiagraha

Um dos fundadores da distribuidora de produtos químicos Varient é sócio de 700 empresas no País

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2011 | 00h00

Na lista das empresas investigadas pela Polícia Federal, na Operação Alquimia, a distribuidora de produtos químicos Varient, que já passou pelas mãos da Braskem (do Grupo Odebrecht), é uma quase desconhecida no mercado. Mas seus fundadores já ganharam notoriedade em outras ocasiões, como a Operação Satiagraha, deflagrada em 2008.

Segundo a ficha cadastral da Junta Comercial do Estado de São Paulo, a empresa foi constituída em 1.º de junho de 2008 por Eduardo Duarte e Simone Burck Silva, com o nome de Arecaceae. Um ano antes, os dois sócios também fundaram a mineradora GME4, agora sob o comando do Grupo Opportunity, do empresário Daniel Dantas. A empresa, que originalmente se chamava EDSP90, está envolvida na Operação Satiagraha por suspeita de esquema de lavagem de dinheiro. No inquérito, Duarte é citado como sócio de mais 700 empresas no País.

Em ambos os casos, as companhias foram formadas com capital extremamente baixo: a GME4 com R$ 1 mil e a Varient, R$ 800. Na última alteração de capital, a distribuidora aparece no cadastro da Junta Comercial com R$ 11,3 milhões.

Um ano após criada, a distribuidora foi adquirida pela gigante petroquímica Braskem, que em seguida anunciou investimento de R$ 20 milhões. Na ocasião, a companhia afirmou que o faturamento estimado era de R$ 200 milhões no primeiro ano de operação. Em nota, a Braskem afirma que a Varient foi criada com a cisão na Ipiranga Química, adquirida em 2007.

Sasil. Em meados de 2010, a empresa do Grupo Odebrecht anunciou a venda da Varient para a Sasil, do empresário Paulo Sergio Costa Pinto Cavalcanti, procurado pela Polícia Federal. Desde então, a Braskem afirma que não tem mais vínculo societário com a empresa. "A Varient foi vendida integralmente à Sasil em junho do ano passado. Durante o período em que teve responsabilidade sobre a gestão da Varient, a Braskem, como de praxe, sempre agiu no estrito cumprimento da lei e nunca esteve envolvida em nenhum tipo de irregularidade." A empresa ressalta ainda que não recebeu nenhuma notificação das autoridades envolvidas na operação.

Além da Varient, a Sasil também está sendo investigada pela Polícia Federal, na Operação Alquimia, que tem o objetivo de desbaratar uma organização suspeita de fraudar o Fisco, além de formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Paulo Sergio Costa Pinto Cavalcanti é apontado pela investigação como o dono de uma ilha avaliada em mais de R$ 15 milhões na costa de Salvador, na Bahia.

A reportagem tentou falar com algum responsável da empresa, mas foi orientada a ligar hoje, pois todos os funcionários haviam sido dispensados.

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