Socorro a bancos foi maior na Europa e nos EUA

Um estudo divulgado ontem pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que apresenta os gastos dos países em pacotes de estímulo, mostra que quando o socorro é aos bancos, o Brasil gastou apenas 1,5% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Na Índia, a taxa chegou a 6%. Nos países ricos, os volumes chegaram a 263% do PIB na Islândia, mais de 230% na Irlanda, 81% nos Estados Unidos e 22% na Alemanha.

AE, Agencia Estado

08 de setembro de 2009 | 08h36

Em média, as maiores economias destinaram o equivalente a 32% de seus PIBs em injeção de capitais em bancos, compra de ações, empréstimos, apoio do Banco Central e garantias. Para a ONU, isso não resolveu o problema. Muitos bancos continuaram sem emprestar, ainda que o sistema financeiro tenha sido salvo do colapso. Para a entidade, enquanto o desemprego aumentar e o consumo cair, os bancos não vão se sentir suficientemente cômodos para voltar a liberar recursos.

A constatação geral do levantamento é de que, se os gastos foram essenciais para evitar problemas ainda mais profundos, eles não foram suficientes para que a crise tenha sido superada. A economia brasileira sofrerá ainda assim uma queda de 0,8% em 2009, contra um crescimento de 5,1% em 2008. O tombo será mais suave que a média latino-americana, de 2%. A pior situação na região é do México, com uma contração de 7%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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