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Socorro à Grécia soma 159 bi de euros com setor privado

Os líderes da zona do euro fecharam um acordo para um segundo pacote de socorro à Grécia que soma 159 bilhões de euros (US$ 229 bilhões), incluindo empréstimos oficiais e contribuição do setor privado, ao mesmo tempo em que decidiram dar passos para conter o possível efeito de contágio de outras economias fracas do bloco monetário de 17 países.

REGINA CARDEAL, Agencia Estado

21 de julho de 2011 | 19h02

O financiamento oficial vai totalizar 109 bilhões de euros, enquanto a contribuição líquida do setor privado será de estimados 37 bilhões de euros de um programa de troca de bônus, mais 13 bilhões de euros adicionais para recompra de dívida até 2014, segundo o comunicado divulgado ao término do encontro.

Segundo o Financial Times, um terço dos 159 bilhões de euros virá na forma de troca e rolagem da dívida pelos detentores de bônus do setor privado. O envolvimento dos credores privados, diz o FT, representa uma vitória política para a chanceler alemã, Angela Merkel, mas quase certamente levará à primeira moratória de bônus da zona do euro.

Merkel, de acordo com a agência Dow Jones, estimou a contribuição líquida do setor privado para reduzir a dívida da Grécia nos próximos nove anos em 106 bilhões de euros, dos quais 37 bilhões de euros virão até o fim de 2014 por várias trocas voluntárias de dívida. Além disso, um fundo oficial de recompra, financiado com cerca de 20 bilhões de euros pelos Estados da zona do euro, terá como meta cortar outros 12,6 bilhões de euros da montanha da dívida grega.

Pelo acordo fechado nesta quinta-feira, o vencimento dos créditos de ajuda para a Grécia do veículo de empréstimos de emergência da zona do euro, a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (ESFS, na sigla em inglês), também será estendido para um mínimo de 15 anos e um máximo de 30 anos, com um período de carência de dez anos.

"Nós agora temos um programa e um pacote de uma decisão que criam um caminho sustentável para a Grécia", disse o primeiro-ministro grego, George Papandreou. Ele disse que o governo da Grécia está comprometido com a implementação de reformas macroeconômicas para cumprir as exigências do pacote de financiamento. Ele acrescentou que a decisão de hoje enviou "uma mensagem muito forte de apoio ao sistema bancário".

O caminho para o acordo foi pavimentado pelo acerto feito na noite de quarta-feira em Berlim entre os líderes da Alemanha e da França. O encontro em Berlim permitiu um movimento significativo em direção a um acordo sobre a Grécia e para aumentar os poderes do fundo de ajuda da zona do euro para evitar um contágio da crise a outros países da zona do euro.

"Usamos a crise grega para dar um salto qualitativo na governança da zona do euro", disse o presidente da França, Nicolas Sarkozy, após a reunião dos chefes de Estado e governo em Bruxelas. "Não podemos continuar tendo uma moeda desconectada da política econômica", afirmou.

Os líderes acrescentaram que o envolvimento do setor privado será limitado à Grécia. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que está claro que o envolvimento do setor privado é uma solução única para a Grécia. As informações são da Dow Jones.

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