AFP / EITAN ABRAMOVICH
AFP / EITAN ABRAMOVICH

Socorro externo evitará dano maior, diz ministro do Interior da Argentina

País negocia linha de crédito de pelo menos US$ 30 bi com o FMI para tentar solucionar uma grave crise cambial

O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 22h05

O governo da Argentina reiterou nesta sexta-feira, 11, enquanto negocia um empréstimo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras instituições multilaterais, que o dinheiro servirá para evitar uma crise maior e garantir que a economia e a geração de empregos no país sigam avançando.

Em declarações à rádio Mitre, o ministro do Interior, Rogelio Frigerio, afirmou que está convicto de que a política econômica do governo, baseada em reformas gradativas, é o único caminho possível.

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“Temos de prevenir antes de curar, usar todos os instrumentos que estejam ao nosso alcance para que esse caminho de crescimento e de geração de emprego que se iniciou a sete trimestres não seja interrompido por um choque externo que afeta mais a Argentina que os demais países da região”, ressaltou o ministro.

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US$ 30 bi. O ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, pediu à diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, um acordo stand-by para enfrentar a crise provocada pela desvalorização do peso frente ao dólar. Apesar de os valores não terem sido informados oficialmente, os analistas preveem que o empréstimo seja de US$ 30 bilhões.

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O ministro já voltou à Argentina e tem feito reuniões com o presidente Mauricio Macri para discutir detalhes da negociação. “Uma parte importante da equipe econômica está negociando as condições do empréstimo, que é preventivo, para evitar uma crise maior”, ressaltou Frigerio.

“Estamos convencidos que tomar uma linha de crédito é uma opção para todos os membros do FMI, organização da qual a Argentina nunca deixou de ser sócia”, disse.

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Frigerio reconheceu que o país é mais vulnerável do que os vizinhos porque possui um déficit fiscal maior. “E temos a obrigação de sermos muito persistentes e muito sérios nesse caminho que iniciamos há dois anos para o equilíbrio das contas públicas”, explicou o ministro./ EFE

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