Soja e milho atingem preço recorde com seca nos EUA

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2012 | 03h08

Mapas climáticos ainda mostram um cenário adverso para as safras de milho e soja 2012/13 dos Estados Unidos e isso levou os preços e atingirem níveis recorde ontem na Bolsa de Chicago. Os contratos da soja para entrega em novembro subiram 1,99%, para US$ 16,5225 por bushel. Aos poucos, as atenções passam a se voltar mais para a condição das lavouras de soja, que nos Estados Unidos estão começando a importante etapa de formação das vagens. Os preços do milho para entrega em setembro avançaram 1,60%.

Durante o dia, as cotações da soja e do milho superaram os níveis registrados em 2007/08, quando a alta dos alimentos provocou uma onda de protestos em cerca de 30 países. O governo americano minimizou o impacto internacional dessa valorização, dizendo que, embora haja problemas com milho e soja, a oferta global de trigo ainda é confortável. Por outro lado, investidores notam que alguns grandes produtores de trigo também enfrentam clima adverso, como Rússia e Ucrânia. No passado, esses países suspenderam as exportações para garantir a oferta doméstica. Isso fez com que o cereal subisse 3,52% ontem.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, afirmou ao jornal Financial Times que está preocupado com a elevação recente das commodities. Uma crise de alimentos traria graves implicações especialmente para as pessoas mais pobres, que gastam até 75% da renda com alimentos, segundo Graziano.

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