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Soja e milho sobem com clima seco

O tempo quente e seco em áreas produtoras de grãos da Argentina voltou a puxar para cima os preços da soja e do milho no mercado internacional. Teme-se que produção da América do Sul seja prejudicada pelo clima adverso no país. Em um momento de forte demanda global e oferta restrita, isso pode aumentar a procura por produtos dos Estados Unidos, maior exportador mundial de grãos. Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja para entrega em março terminaram a segunda-feira em alta de 1,80%, a US$ 13,8450 por bushel. O milho para o mesmo mês subiu 0,20% e fechou a US$ 6,1525/bushel.

Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2010 | 00h00

O clima desfavorável na Argentina sinaliza baixa produtividade. Com isso, alguns produtores podem acabar desistindo da soja. O ritmo de plantio está abaixo do normal. Cerca de 74% da área prevista foi cultivada até o momento, ante 85% um ano atrás. E instituições como a Bolsa de Cereais de Buenos Aires já reduziram suas estimativas para a extensão ocupada pela oleaginosa.

O mercado de trigo, cujos contratos também são negociados em Chicago, caminhou no sentido oposto. Investidores embolsaram lucros obtidos recentemente e pressionaram as cotações. O cereal fechou em baixa de 0,35%. Em Nova York, o suco de laranja se destacou: subiu 2,90%. O motivo também esteve relacionado ao clima. Há temores de que o frio na Flórida possa danificar os pomares.

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