Soja, milho e trigo têm alta nos EUA com previsão de tempo seco

Os futuros da soja, do milho e do trigo subiam nesta sexta-feira na bolsa de Chicago com a redução das chances de um final de semana chuvoso no Meio-Oeste dos EUA, castigado pela seca, disseram traders.

Reuters

27 de julho de 2012 | 12h16

Mas as três commodities estavam no caminho de fechar a primeira semana em queda, após uma escalada dos preços que durou cinco semanas e que levou as cotações do milho e das soja a altas recordes, à medida que a pior seca em mais de meio século devastou lavouras em todo o cinturão de grãos dos EUA.

"Algumas das chuvas que vieram foram um pouco desapontadoras", disse Dewey Strickler, presidente da consultoria AgWatch Market Advisors.

"Mesmo as chuvas que estão efetivamente ocorrendo não vão ajudar a produção de milho. Em relação à safra de soja, elas ajudariam, mas eu acho que o mercado quer ver algo um pouco mais convincente. Eles querem ver provas de que temos condições estabilizadas."

A última previsão voltou a reduzir as perspectivas de chuva durante os próximos cinco dias, particularmente em Illinois, o segundo maior estado produtor de soja, de acordo com relatório divulgado pela empresa de meteorologia Commodity Weather Group nesta sexta-feira pela manhã.

Chuvas esparsas eram esperadas em partes de Iowa, Dakota do Sul, sul de Minnesota e Illinois.

Um rodadas de compras de oportunidade e cobertura de vendidos também estava dando suporte às commodities agrícolas, com os investidores protegendo-se de uma eventual escalada de preços na manhã de segunda-feira, caso as chuvas sejam decepcionantes.

O primeiro contrato da soja na CBOT, para agosto, registrava alta de cerca de 2 por cento, ou 33,25 centavos, a 16,89 dólares por bushel por volta das 11h47 (horário de Brasília).

No mesmo horário, o milho primeiro contrato, para setembro, registrava alta 2,3 por cento, ou 18 centavos, a 7,9925 dólares por bushel.

Já o trigo para setembro tinha ganhos de 2,6 por cento, ou 23 centavos, a 9,07 dólares por bushel.

(Reportagem de Mark Weinraub)

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