Soja sobe com demanda firme e dúvidas sobre oferta

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2012 | 03h06

Com um cenário de oferta e demanda mais apertado, os preços internacionais da soja subiram ontem na Bolsa de Chicago. Dados divulgados pelo governo dos Estados Unidos mostraram que, na semana passada, o volume de soja pronto para exportação era cerca de 25% maior do que analistas previam. Ou seja, a demanda global pela oleaginosa permanece firme. Ao mesmo tempo, expedições que avaliam a safra do país sinalizam que a produtividade de parte das lavouras é baixa. Os contratos do grão para entrega em novembro fecharam com valorização de 2,29%, a US$ 16,8350 por bushel. Outro fator que ajudou a sustentar os preços foram as preocupações com o clima na China. Meteorologistas afirmam que uma tempestade tropical pode se transformar em tufão no nordeste do país e ameaçar 20% das lavouras de soja e milho.

As cotações do milho também subiram na segunda-feira, impulsionadas pela baixa produtividade de lavouras do Meio-Oeste norte-americano. A estiagem que atinge a maior parte dos Estados Unidos prejudicou o rendimento dos campos. Em alguns Estados, como Nebraska, a expedição Pro Farmer Crop Tour, que começou ontem, identificou produtividade 56% menor do que era esperado. "Ainda é muito cedo, mas já dá pra ver que os resultados serão decepcionantes", disse à agência Dow Jones o presidente da corretora A/C Trading, Jim Gerlach. A valorização do milho e da soja influenciou positivamente o preço do trigo, pois fundos de investimento atuaram simultaneamente nos três mercados.

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