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Soja sobe com oferta menor no Brasil e na Argentina

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2012 | 03h09

Preocupações com as lavouras de soja do Brasil e da Argentina por causa da falta de chuvas impulsionaram os preços da commodity na Bolsa de Chicago. Ontem, os contratos com vencimento em maio avançaram 2,19% e fecharam a US$ 14,4675 por bushel, maior nível de preço desde 31 de agosto do ano passado. Os preços da soja vêm subindo com mais intensidade desde dezembro, puxados por reduções constantes nas estimativas de produção da América do Sul. A queda da oferta no Brasil e na Argentina pode elevar a demanda dos EUA. A perspectiva se somou ontem ao fato de que os chineses continuam comprando muito, conforme relatou o governo americano na quinta-feira, ao anunciar a venda de 110 mil toneladas para a China.

Apostando na alta da soja, alguns participantes do mercado preferiram, por outro lado, vender contratos de milho e trigo. Isso ocorreu porque, no caso dos dois cereais, não há confirmações de grandes compras da China e prevalece a ideia de que a oferta deve ser confortável no longo prazo. O milho fechou em baixa de 1,37% e o trigo recuou 1,44%.

Na Bolsa de Nova York, a maioria das commodities oscilou com base em critérios técnicos, como a análise dos gráficos de preço pelo mercado. O açúcar rompeu o importante patamar dos 22 centavos de dólar de libra-peso - que não era atingido desde maio de 2011 - e fechou a 21,93 cents/lb. O café subiu 2,33%, pois fundos deixaram de apostar na queda dos preços, que, por enquanto, parecem já ter recuado demais.

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