Soja sobe com sinais de persistência da demanda

Cenário: Paula Moura

O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2012 | 03h09

Sinais de que a demanda por soja persiste no mercado internacional impulsionaram os preços da commodity ontem na Bolsa de Chicago (CBOT). A China comprou 110 mil toneladas dos Estados Unidos e Taiwan adquiriu 178 mil toneladas do Brasil e dos Estados Unidos. A constatação de que mesmo com os altos preços da oleaginosa os consumidores seguirão demandando o produto dá suporte aos preços. O mesmo não acontece com o milho, que, como a soja, subiu muito na bolsa americana. No entanto, a valorização tem inibido a demanda do grão. O contrato para entrega em novembro da oleaginosa fechou com alta de 0,20%, cotado a US$ 17,2225 por bushel. Já o milho fechou em queda de 0,66%, a US$ 7,9550 por bushel, e o trigo recuou 0,65%, para US$ 8,7550 por bushel.

O cacau voltou a subir na Bolsa de Nova York devido a conflitos na Costa do Marfim, principal produtor mundial da amêndoa, atingindo os maiores níveis em nove meses. O contrato para entrega em dezembro avançou 3,84%, e fechou a US$ 2.568 por tonelada. Além disso, segundo traders, o clima quente e seco em importantes áreas produtoras da África Ocidental também sustentou os preços.

O algodão terminou em baixa de 0,68% em Nova York, a 75,62 centavos de dólar por libra-peso, com a divulgação de que a China venderá parte de suas reservas de safras anteriores para dar espaço à nova safra, a ser colhida em breve. O suco de laranja registrou alta de 0,18%, pois ainda há riscos de uma tempestade atingir pomares nos Estados Unidos.

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