Soja sobe em Chicago com demanda firme nos Estados Unidos

Cenário: Paula Moura

O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2012 | 02h10

A demanda firme por soja dos Estados Unidos fez os preços futuros da oleaginosa subirem ontem na Bolsa de Chicago. Os números mostraram que o interesse internacional pela oleaginosa continua forte, principalmente por parte da China, maior importador mundial do produto. O consumo doméstico dos EUA também deu suporte às cotações. Participantes esperam que o processamento de soja no país seja recorde em novembro. Com isso, o contrato mais negociado da commodity avançou 0,20% e fechou cotado a US$ 14,7650 por bushel.

Analistas consideram que os preços da oleaginosa poderiam ter subido mais não fosse a expectativa de uma ampla colheita na América do Sul. A queda dos preços futuros do trigo (0,43%) e do milho (0,72%) contribuiu para o desempenho da soja. O mercado futuro dos dois cereais tem sido pressionado pela avaliação de que a alta dos preços está deprimindo a demanda pela produção norte-americana.

Na Bolsa de Nova York, as cotações do suco de laranja subiram pelo quarto pregão consecutivo, ainda sustentadas pelo ajuste para baixo da estimativa de colheita de laranja na Flórida, principal estado produtor de citros dos EUA. Já os preços do café e do açúcar recuaram 1,98% e 0,05%, respectivamente, pressionados pela oferta ampla, principalmente do Brasil. O algodão caiu 0,75%. O produto também foi influenciado pelos números de exportação norte-americanos. As vendas da pluma caíram na última semana. O cacau recuou 0,78%, com o enfraquecimento dos mercados em geral.

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