Soja tem forte alta com seca na Argentina e compras

Cenário: Camila Moreira

O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2011 | 03h06

As cotações da soja registraram forte alta ontem na bolsa de Chicago, sustentadas pela previsão de clima quente e seco na América do Sul, principalmente na Argentina. Os preços chegaram a atingir a máxima de seis semanas durante o pregão. O contrato para março da oleaginosa subiu 3,16%, para US$ 12,0950 por bushel, depois de ter atingido US$ 12,13 por bushel.

A falta de umidade e a previsão de que o clima continuará seco alimentam as preocupações dos traders, pois uma safra menor na Argentina e no Brasil deverá elevar a demanda pelos grãos dos Estados Unidos para exportação. E, em meio à possibilidade de uma oferta mundial da oleaginosa mais apertada, os Estados Unidos anunciaram ontem a venda de um total de 115 mil toneladas de soja para entrega à China durante o ano comercial 2011/12, o que também ajudou a dar suporte aos preços.

O mercado do milho em Chicago também sente os efeitos da seca na América do Sul, e o contrato com vencimento em março fechou com alta 2,22%, cotado a US$ 6,3325 por bushel.

Em Nova York, o açúcar encerrou com leve ganho em um dia de pouca movimentação. Os contratos com vencimento em março terminaram com avanço de 0,08%, cotados a 23,61 centavos por libra-peso. Michael McDougall, vice-presidente da corretora Newedge, destaca que a valorização da commodity pode não se sustentar. "A alta até agora parece ser bastante fraca e não chegamos nem perto de desafiar a máxima anterior de 24,25 centavos por libra-peso", disse o analista, de acordo com a agência Dow Jones.

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