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'Solidez' da economia brasileira é invejada, diz Meirelles

Reunião de governadores de Bancos Centrais destaca bom momento vivido por países emergentes

João Caminoto, da Agência Estado,

19 de novembro de 2007 | 16h36

O bom momento vivido pela economia brasileira foi destacado durante a reunião do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), segundo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. "No final da reunião, fui procurado por vários governadores de BCs que afirmaram invejar a solidez da posição do Brasil e do banco central brasileiro", disse Meirelles em entrevista exclusiva à Agência Estado no encerramento do encontro. Veja também:Pressão inflacionária é risco para economia, alertam BCs Tanto na reunião dos ministros das finanças e governadores do G-20, realizada no fim de semana, como nesta segunda-feira na reunião do BIS, o comportamento estável dos países emergentes diante da volatilidade financeira que vem atingindo os mercados financeiros foi destacada pelos participantes, inclusive como um importante contraponto positivo aos problemas enfrentados pela economia dos Estados Unidos. O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, por exemplo, qualificou o desempenho dos emergentes como "notável". "A avaliação é que os emergentes aprenderam as lições de suas crises em 1997 e 1998, e em 2001 e 2002 e que agora é a vez dos países desenvolvidos aprenderam as lições da atual crise", disse Meirelles. "E foi destacado particularmente o caso do Brasil, que está muito bem posicionado para enfrentar o atual ambiente externo" Ele salientou que se a crise externa se agravar, todos os países serão de alguma maneira afetados. "Mas o importante é que o preço a ser pago numa situação como essa seja menor", disse. Segundo o presidente do BC, a avaliação positiva com a economia brasileira é explicada por ela estar "crescendo impulsionada pela demanda doméstica, fundada pela alta dos investimentos e consumo, que por sua vez são estimulados pelo aumento do emprego, renda e crédito".  Isso, de acordo com ele, "conjugado com os fundamentos sólidos da economia brasileira, inflação e expectativas na meta, reservas em moeda estrangeira elevadas, setor externo sólido, dívida pública cadente, faz com que o Brasil possa enfrentar com mais solidez essa crise internacional e seus eventuais desdobramentos". Meirelles salientou que o sistema financeiro brasileiro não está exposto ao ativos vinculados ao setor de hipotecas subprime dos Estados Unidos. "Ao contrário de alguns outros emergentes, cujos bancos nacionais compraram esses ativos", disse. Segundo ele, a economia brasileira em condições de "prosseguir normalmente" em meio ao clima de incertezas externas. "Temos exportações sólidas e diversificadas", afirmou. Meirelles evitou, no entanto, comentar as preocupações com o impacto inflacionário mundial da alta dos preços do petróleo e alimentos, que foram discutidas durante a reunião do BIS. "Como de hábito, sobre preços e inflação eu não falo", disse. O presidente do BC retorna nesta terça-feira ao Brasil.

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