Solteira, presidente diz que o povo é a sua única família

Park Geun-hye, de 62 anos, filha do mais longevo ditador da Coreia do Sul, foi eleita presidente em 2012 e passou a ser a primeira mulher a ocupar esse cargo no país. Ela foi parlamentar durante cinco mandatos e era a candidata do Partido Saenuri, do presidente Lee Myung-bak. Sua chegada à presidência foi um marco para uma sociedade ainda pesadamente dominada por homens, apesar das incursões das mulheres nos negócios e no governo nos últimos anos.

O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2014 | 02h04

Park é também a primeira filha de um antigo presidente a alcançar o cargo mais alto do país. O governo de seu pai, Park Chung-hee, de 1961 a 1979, deixou um legado de economia vibrante e repressão política que ainda divide o país.

Durante a campanha, Park, que nunca se casou, afirmou que essa seria uma qualidade para liderar a nação em tempos difíceis. "Não tenho família para cuidar", disse. "Não tenho filho para herdar minhas propriedades. Vocês, o povo, são minha única família, e fazê-los felizes é a razão por que eu faço política. Se for eleita, governarei como uma mãe dedicada a sua família.", disse à época.

Sua mãe, Yuk Young-soo, foi morta por um agente comunista em 1974, quando Park tinha 22 anos e era estudante em Paris. Ela abandonou os estudos para

voltar a Seul e servir como primeira-dama interina do pai.

Cinco anos depois, o pai foi assassinado por seu chefe de espionagem. A reação de Park à notícia teria sido: "Está tudo

bem na fronteira com a Coreia do Norte?"

Após anos fora da vista do

público, enquanto o país rapidamente se democratizava e seu pai era vilipendiado como ditador, Park retornou à vida política em 1998 com a promessa de 'salvar o país', na época, enredado na crise financeira asiática. Os eleitores que se recordavam da liderança carismática de seu pai a elegeram para o Parlamento.

Quando lhe perguntam por que não casou, Park diz que está casada com o país.

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