Solução da Varig pode ser fusão de propostas, diz Alencar

O presidente da República em exercício, José Alencar, disse hoje, ao término da reunião com os credores governamentais da Varig, que poderá haver uma fusão das três propostas que estão colocadas para recuperação da companhia aérea - a dos atuais gestores da Varig; a do empresário Nelson Tanuri, por meio da Companhia Docas do Rio de Janeiro; e a dos sindicatos que representam os trabalhadores (veja as propostas nos links abaixo).Ele, no entanto, admitiu essa hipótese sem muita convicção, apesar de ter se reunido por mais de cinco horas com representantes das estatais que têm créditos a receber da empresa, como Infraero, Banco do Brasil, BR Distribuidora, além do BNDES, de sindicatos de trabalhadores no setor aéreo e do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Murilo Portugal.Segundo Alencar, as estatais farão, ainda hoje, novas reuniões entre elas sobre o tema, para fechar uma posição a ser defendida amanhã, na assembléia de credores da Varig a ser realizada no Rio de Janeiro, com a presença de um representante da Justiça. "Não é o governo que concorda ou descarta qualquer proposta", disse Alencar. "As propostas poderão se complementar, num determinado momento. Quem vai decidir é o Judiciário". Segundo ele, o juiz pode até surpreender, amanhã, prorrogando o prazo de recuperação judicial da Varig.Governo pode colaborarAssembléia de credores está marcada para as 9 horas de amanhã. Alencar disse que pretende fazer um relatório verbal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes do início da reunião. Segundo ele, Lula deverá chegar a Brasília amanhã, às 7 horas, procedente de Moscou.Quanto à possibilidade de o BNDES fazer um empréstimo ou um aporte à companhia aérea, Alencar, num primeiro momento, disse que não havia nenhuma proposta nesse sentido. Mais à frente, entretanto, na conversa com jornalistas, ele admitiu que a participação da reunião de hoje de um representante do banco foi necessária porque a instituição tem experiência em reestruturações societárias por meio da BNDESPar."Pode haver qualquer coisa, e o governo tem que estar atento ao que está acontecendo, porque, sem estatização, se o governo puder colaborar para uma solução que salve a companhia, o governo vai colaborar", disse Alencar.

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