Soma fecha ano com queda no volume dos negócios

Pela primeira vez, nos cinco anos de existência, a Sociedade Operadora do Mercado de Ativos (Soma) encerra o ano com um número de empresas registradas menor do que no ano anterior. Eram 123 em 2000; são 115 este ano. O principal motivo foi a reestruturação da Telemar, em setembro. Das 15 operadoras da holding de telefonia fixa incorporadas à Telerj, 13 eram listadas na Soma. A reestruturação deu origem à Telemar Norte Leste, cujas ações são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O balanço da Soma mostra que 23 empresas saíram e 15 ingressaram no mercado de balcão em 2001. Entre as ingressantes, 12 são companhias de participações, que são menos líquidas do que as companhias de telefonia. Isso pode ser verificado na queda no volume financeiro e de negócios da Soma neste ano. Foram realizados 15,2 mil negócios até 19 de dezembro, com giro de R$ 508 milhões, contra 31,8 mil transações e volume financeiro de R$ 799 milhões em 2000. As ofertas públicas deste ano - como a operação para fechamento de capital da Telegoiás Celular, que girou R$ 18,2 milhões em 19 de novembro - evitaram que o volume negociado fosse ainda menor. O superintendente da Soma, Romeu Pasquantonio, destacou que, apesar da queda no volume de negócios, o índice do mercado de balcão fechará 2001 em alta. O Índice Soma (I-Soma) acumula valorização de 41,63% no ano até 19 de dezembro, ante queda de 12,90% do Ibovespa no mesmo período. As ações com maior valorização no mercado de balcão este ano, até o dia 19, foram Telasa Celular ON (115,0%), Telebrasília Celular PNB (102,3%) e Calibre Participações ON (90,0%); as maiores baixas foram Banco Meridional PN (-36,7%), Telma Celular PND (-24,0%) e CTMR Celular PNB (-23,3%). A Soma passa por um momento delicado. A instituição será incorporada pela Bovespa - a negociação foi confirmada em novembro, pelo presidente da Bovespa, Raymundo Magliano filho. Ambas devem começar a operar de forma integrada a partir de março de 2002. Segundo Pasquantonio, faltam definir questões técnicas de integração dos mercados e o formato do negócio. Ainda não se sabe se a Bovespa comprará a Soma, ou se será apenas uma associação. Para ele, a união será positiva para as novas empresas, que poderão "estagiar" na Soma e, depois de atenderem as exigências legais, ir para o Novo Mercado da Bovespa.

Agencia Estado,

28 Dezembro 2001 | 11h45

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