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Somados, ativos dos 5 maiores já superam R$ 1 trilhão

Entre janeiro e setembro, houve evolução de 41% em relação a igual período de 2006

Renée Pereira, O Estadao de S.Paulo

09 de novembro de 2007 | 00h00

O total de ativos dos cinco bancos privados que apresentaram balanço até agora referente ao terceiro trimestre de 2007 ultrapassou a casa de R$ 1 trilhão. O valor é 41% superior ao verificado em igual período de 2006, quando essas instituições somavam ativos da ordem de R$ 733,98 bilhões, segundo levantamento feito pela Austin Rating. Apesar do avanço, o ranking dos maiores bancos por valor de ativos não se alterou. O Bradesco continua na primeira colocação, seguido por Itaú, ABN, Unibanco e Santander. Esse ranking considera todos os ativos das instituições, inclusive a área de seguros. O resultado do trimestre também mantém o Itaú na segunda colocação entre os bancos privados. Pelo volume de ativos do primeiro semestre, o banco perderia a posição quando Santander e ABN oficializassem a fusão.Segundo o presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues, a expansão dos ativos pode ser explicada especialmente pelo vigoroso crescimento da carteira de crédito dos bancos. No período de janeiro a setembro, as cinco instituições registraram aumento médio de 29% no estoque de empréstimos e financiamentos, que atingiu a cifra de R$ 378,34 bilhões.Ao contrário do que ocorreu no ano passado, o avanço do crédito neste ano foi acompanhado de uma melhora nos níveis de inadimplência. No ano passado, com o avanço expressivo dos atrasos, as instituições decidiram reforçar suas ferramentas para a concessão dos empréstimos. A iniciativa surtiu efeito. Outra explicação para a redução da inadimplência é que os produtos que mais apresentaram crescimento este ano estão associados a alguma garantia, como é o caso do crédito consignado e do financiamento de veículos, explica o analistas da Lopes Filho João Augusto Sales. "Tudo melhora com esses produtos. Os juros caem e a inadimplência também."No Itaú, o financiamento de veículos teve um incremento de 62% no acumulado entre janeiro e setembro de 2007 comparado a igual período de 2006. O mesmo ocorreu no Unibanco, cujo aumento foi de 70,6%. No ABN, o avanço foi de 37% e no Bradesco, de 24,1%.Tudo isso contribuiu para o robusto resultado dos bancos no período. O lucro líquido das cinco instituições somou R$ 18,49 bilhões, o que representa crescimento de 90% em relação ao ganho apurado até setembro de 2006. Além do crédito e das receitas de prestação de serviço, o resultado deste ano foi turbinado por algumas receitas extraordinárias. Quase todos os bancos registraram receitas expressivas provenientes da venda de participação da Serasa e de títulos da Bolsa de Valores de São Paulo. "Esperávamos que o resultado fosse influenciado por algumas receitas, mas não nessa magnitude", afirmou Erivelto.Com números tão positivos, os bancos puderam aumentar algumas provisões que vinham fazendo aos poucos. Foi o que ocorreu no ano passado, quando quase todos os bancos optaram por fazer amortizações integrais de ágios de aquisições feitas no passado, o que reduziu o lucro de 2006. Isso explica, em parte, o avanço de 90% dos lucros neste ano. Os ganhos elevados explicam o aumento médio de 18,6% para 27,2% da rentabilidade sobre o patrimônio líquido dos bancos.

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