'Somos investidores-anjo com o aval de Harvard'

Um grupo de brasileiros, ex-alunos de Harvard, uniu forças (e dinheiro) para investir em empresas que estão em fase inicial de operação, as chamadas "startups". A renomada universidade americana, além de estar no currículo desses investidores, emprestou nome para a associação, que foi criada no início deste ano, mas só agora está estruturada para buscar investimentos. Entre os 50 membros, há advogados, executivos de multinacionais e empreendedores. Um dos líderes é o empresário Magnus Arantes, de 40 anos, que passou pela escola de negócios entre 2008 e 2010.

O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2012 | 03h05

Como surgiu o grupo?

Em 2007, ex-alunos de Harvard montaram, por conta própria, um clube de investimentos em São Francisco, na Califórnia. Grupos parecidos começaram a surgir na França e na Inglaterra. A universidade viu aí uma possibilidade de estimular o empreendedorismo, levando isso para outros países, e resolveu organizar os grupos de investidores. A ideia de investir no Brasil partiu da organização global e eles me convidaram para ver se havia o interesse de ex-alunos brasileiros. Há cerca de mil ex-alunos de Harvard no País.

E quantos toparam?

Temos 50 membros, que assumiram o compromisso de investir no total R$ 1,5 milhão por ano, do próprio bolso, em empresas nascentes de diversos setores. A ideia é investir em conjunto R$ 500 mil por empresa. Já avaliamos três negócios e pretendemos fazer o primeiro investimento até o fim do ano.

No Brasil, alguns grupos de investidores-anjo não deram certo. Por que vocês serão diferentes?

Passamos por um filtro comum. Temos um nível cultural parecido, mas atuamos em áreas diferentes. Somos "anjos" com o aval de Harvard.

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