'Somos uma nova porta para grifes internacionais'

O site de comércio eletrônico de moda e calçados Dafiti completou esse mês dois anos de atividade com uma nova estratégia. A empresa agora quer ser a porta de entrada no País para grifes internacionais. A primeira a entrar é a espanhola Mango, conhecida no Brasil como MNG. A empresa já teve quatro lojas no País, mas fechou três delas com a crise, em 2009. Apenas a unidade do Rio de Janeiro continua funcionando. "O mercado nacional é muito competitivo e não é fácil para uma empresa que não o conhece começar a vender aqui", diz Malte Horeyseck, sócio-fundador da Dafiti.

O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2012 | 02h06

É melhor para uma empresa de fora começar a vender pela internet ou inaugurar uma loja física?

O investimento é muito alto para começar a vender no Brasil e o retorno é demorado. Montar uma "flagship store" ( loja modelo) exige muito investimento. O aluguel é alto. E até a empresa aprender a trabalhar no País, leva tempo. Quando uma marca começa a vender online, com um parceiro que já conhece o mercado, o risco é menor e ela consegue exposição de marca muito maior.

Maior que a exposição de uma loja na rua?

No nosso caso, sim. A Dafiti tem 50 milhões de visitas mensais, sendo 25 milhões de visitantes únicos por mês. Isso quer dizer, matematicamente, que a cada quatro meses toda a população da internet brasileira visita o Dafiti. Isso gera volume de vendas para a marca.

Mas as roupas não chegam muito caras, por conta dos impostos?

A taxação é de 100%. Mas, mesmo assim, conseguimos trabalhar com uma margem que deixa o preço competitivo. Com a MNG, por exemplo, trouxemos 200 itens diferentes. Investimos R$ 1 milhão nessa primeira compra.

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