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Sonae quer mais supermercados em SP

O grupo Sonae, dono das redes de supermercados Nacional, Mercadorama e da bandeira de hipermercados Big, quer manter o ritmo de crescimento que lhe garantiu no ano passado avançar uma posição no ranking do setor. O grupo português, que desembarcou no Brasil no final da década de 80, recuperou o terceiro lugar na lista das maiores empresas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), superando a holandesa Ahold, controladora do grupo Bompreço. A façanha é obra do amadurecimento da estratégia do grupo e o progressivo conhecimento do mercado brasileiro, avalia o diretor-presidente do grupo no Brasil, José Baeta Tomás, em entrevista à Agência Estado. Com um faturamento de R$ 3,411 bilhões no ano passado, 13,4% a mais do que em 2000, o Sonae não descarta novas oportunidades de aquisição no mercado para fortalecer a posição que alcançou. "O ano de 2002 será de consolidação (do grupo) nos mercados em que atuamos", diz Tomás. Ele não quis comentar o possível interesse na rede Sé, cuja presença é forte no interior e na capital paulista. O executivo admite que anseia liderança nas regiões em que aposta, inclusive no interior paulista, onde a Sonae inaugurou cinco das dez novas lojas abertas durante 2001. Para a analista de varejo do banco Brascan, Clarissa Saldanha, a eventual compra da rede Sé, que está hoje sob o comando do grupo Jerónimo Martins, também português, faria todo sentido para que o Sonae acentuasse a sua presença. É fato, porém, que a bandeira Sé tem grande valor estratégico para todos os líderes, o que coloca o Sonae em perspectiva. O reforço paulista é um dos focos este ano, o que não se estende para toda a região Sudeste. O Rio de Janeiro não está nos planos do Sonae por enquanto. Mas Tomás garante que a empresa faz uma aposta firme no País, procurando um crescimento sustentado. O Brasil já representa um terço do varejo do grupo Sonae.

Agencia Estado,

29 de maio de 2002 | 14h04

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