Sondagem de serviços aponta aquecimento do setor

A Sondagem do Setor de Serviços, divulgada nesta sexta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou aquecimento do setor, responsável por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a metodologia da instituição para o levantamento. Esta perspectiva, na opinião do economista da FGV Silvio Sales, está em linha com o esperado pelo Banco Central neste ano. Embora o BC tenha reduzido a projeção de crescimento para o setor de serviços em 2012, de 2,8% para 2,2%, Sales avaliou que o banco trabalhava com projeções excessivamente otimistas anteriormente.

FERNANDA NUNES, Agencia Estado

28 de setembro de 2012 | 13h36

"O Banco Central aceitou uma percepção que já era do mercado. À medida que o ano está chegando ao fim, reduziu a previsão de crescimento do setor de serviços. Não há muita coisa nova. Apenas o reconhecimento de que a estimativa estava muito acima do que esperava o mercado. O primeiro e o segundo trimestre (em 2013) mostrarão, de fato, a virada da economia", citou Sales.

Nesta sexta-feira, segundo divulgação da FGV, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 2,9% em setembro, ante queda de 2,6% do mês anterior. O indicador saiu de 117,5 pontos em agosto para 120,9 pontos em setembro. "Após cinco quedas consecutivas, o índice mantém-se em patamar inferior ao da média histórica, sinalizando um ritmo ainda moderado de atividade do setor. Mas a melhora significativa das expectativas aponta para a aceleração do setor neste final de ano", informou a FGV.

A melhora da confiança dos empresários de serviços foi pautada pelas expectativas, com destaque para as demandas previstas, que cresceu 5,6%. Também registrou alta o quesito sobre tendência dos negócios (4,6%). A melhora da confiança em setembro foi generalizada e atingiu seis dos sete segmentos pesquisados. O único a apresentar queda foi o de serviços prestados às empresas. Ainda assim, houve aceleração, de -2,8% em agosto para -0,2% em setembro.

A maior alta foi registrada nos serviços de informação, que passou de -3,7% para 4,4%. "Os indicadores sugerem, de forma geral, que a discreta melhora no quadro econômico nos meses recentes ampliou o otimismo do setor em relação aos próximos meses", destacou o economista da FGV.

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