Sonegômetro tentará diminuir sonegação de impostos

Painel móvel circulará pelas ruas de Brasília mostrando o quanto o Brasil deixa de arrecadar 

Claudia Assencio, especial para a Agência Estado,

05 de junho de 2013 | 18h41

Para tentar diminuir a sonegação de impostos no Brasil, o Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) lançou nesta quarta-feira, 5, o Sonegômetro - um painel móvel que circulará pelas ruas de Brasília mostrando o quanto o País deixa de arrecadar.

"A ideia é tentar combater a sonegação e, com isso, reduzir a alta carga tributária", disse o presidente da Sinprofaz, Allan Titonelli Nunes, ressaltando que a "arrecadação brasileira poderia ser até 30% maior se não houvesse sonegação e, com isso, a carga tributária também se reduziria em até 20%".

A contagem do Sonegômetro começou em 1.º de janeiro e já passou de R$ 170 bilhões. De acordo com o sindicato, a estimativa é que por ano o valor atinja R$ 415 bilhões. Para se chegar ao índice de sonegação, o sindicato realizou um estudo no qual selecionou 13 tributos que correspondem ao 87,4% do total da arrecadação no Brasil, como Impostos de Renda (IR) e sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), entre outros.

Nos cálculos da Sinprofaz, com o valor que deixa de ser arrecadado por conta da sonegação, seria possível construir 1,5 milhão de postos de saúde, mais de 13.800 presídios de segurança máxima, mais de 11. 800 casas populares ou ainda beneficiar mais de 16 milhões de cidadãos com o programa Bolsa Família. "Quando mais pessoas contribuem, temos uma maior disponibilidade de caixa para a execução de políticas públicas. Ao mesmo tempo, é necessário que se cobre mais eficiência do Estado na utilização dessas verbas", afirmou.

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