Soros diz que calote do Brasil traria risco à economia mundial

O megainvestidor George Soros disse hoje, em entrevista à rede de televisão norte-americana ABC, que um possível calote por parte do Brasil teria "repercussões graves" sobre a economia global e que os organismos credores internacionais deveriam oferecer ajuda adicional para que o País afaste a crise. "Afetaria, por exemplo, nosso sistema financeiro. Temos muitos bancos envolvidos, portanto seria um choque bastante negativo para o mercado", afirmou. "Isso poderia ser evitado, porque tudo o que é preciso é um credor de último recurso. As autoridades podem ver o problema chegando, mas não estão preparadas para isso". IraqueSoros disse ainda que um rápido ataques militar dos Estados Unidos contra o Iraque baixaria os preços internacionais do petróleo para menos de US$ 20 o barril e daria um impulso importante para a recuperação econômica mundial. Para ele, a perspectiva de uma guerra com o Iraque contribuiu para um "mercado mundial de baixa", que vem prejudicando o crescimento econômico.Os elevados preços do petróleo - atualmente superiores a US$ 30 o barril - tornaram a situação ainda pior, na avaliação do megainvestidor. A derrota do presidente iraquiano Saddam Hussein mudaria esse quadro rapidamente, levando os preços a US$ 18 o barril, disse Soros. "Se houver uma guerra e os campos de petróleo forem danificados gravemente, pode acontecer uma alta. Mas, acho que um a invasão do Iraque bem sucedida levaria os preços para baixo e isso seria um estímulo para a economia", disse.

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