'Sou o primeiro presidente orgânico da História', diz Lula

Produtores de alimentos orgânicos entregam ao presidente lista de reivindicações, que inclui crédito maior

Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo,

19 de junho de 2008 | 11h54

"Sou o primeiro presidente orgânico da História", brincou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante café da manhã no Palácio do Planalto com um grupo de produtores de alimentos orgânicos, nesta quinta-feira, 18. O relato é do vice-presidente do Sindicato dos Produtores Orgânicos do Distrito Federal, Ricardo Rodrigues, que, junto com outros agricultores, apresentou ao presidente uma lista de reivindicações do setor. Lula disse ainda que o Brasil tem que ser o "celeiro do mundo", mas com qualidade.   Veja também: Entenda a crise dos alimentos    Na lista de reinvindicações dos produtores está a abertura de uma linha de crédito especial de R$ 500 milhões por ano; criação de cursos de agroecologia nas universidades federais; e cursos profissionalizantes na rede de escolas técnicas federais.   Segundo Rodrigues, Lula informou que pretende anunciar nos próximos dias uma série de medidas para a agricultura familiar que beneficiariam as 19 mil propriedades rurais em que se produzem alimentos orgânicos certificados no Brasil.   Ele disse que Lula elogiou o trabalho dos produtores de alimentos orgânicos e afirmou que esse trabalho "é um diferencial importante" nas negociações e vendas de produtos agrícolas brasileiros para Estados Unidos e países da Europa.   Rodrigues contou também que o presidente disse que, na residência oficial do Palácio da Alvorada, cria galinhas caipiras, que ficam soltas no quintal e se alimentam de grama.   O segmento de produtos orgânicos, no Brasil, segundo o secretário de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, Joe Valle, movimenta US$ 500 milhões por ano. Ele comentou que o mercado mundial de orgânicos, segundo as Nações Unidas, movimenta US$ 60 bilhões por ano. Valle disse que esses produtos, além de agregarem valor à produção de pequenos agricultores, "melhora a auto-estima e a saúde" deles.

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