Souza Cruz foi a melhor empresa no 3º trimestre

A Souza Cruz foi a melhor companhia aberta para os acionistas no terceiro trimestre de 2001. A empresa venceu o Ranking Agência Estado/Economática ao obter a primeira classificação entre 136 analisadas. O ranking, divulgado trimestralmente, foi elaborado em parceria com a Economática e conta com uma metodologia desenvolvida exclusivamente para a iniciativa. O objetivo é eleger as empresas que trouxeram melhores resultados para os investidores, segundo critérios de rentabilidade e desempenho. "A Souza Cruz merece o primeiro lugar porque alcançou uma rentabilidade sobre o patrimônio de 40% nos últimos quatro anos", afirmou o presidente da Economática, Fernando Exel. "É um desempenho altíssimo". A Companhia Vale do Rio Doce foi a segunda colocada no ranking. Em seguida ficaram Bradesco, Ultrapar, Itaú, AmBev, Petrobrás, Caemi, Itaúsa e Perdigão. O Ranking Agência Estado/Economática estreou com o resultado de 2000 e está agora em sua quarta divulgação. Três empresas têm se mantido permanentemente entre as dez primeiras: Itaú, AmBev e Vale. A Ultrapar, que segue regras avançadas de governança corporativa, aparece pela primeira vez entre as vencedoras. Outra curiosidade é a alternância dos dois maiores bancos do País entre as melhores posições. As instituições levam vantagem no quesito liquidez, além de terem mantido suas ações bem valorizadas no mercado - dois critérios observados no ranking. Souza Cruz e Vale "Temos registrado bom desempenho nos últimos dois anos", afirmou o diretor financeiro da Souza Cruz, Nicandro Durante. A empresa foi uma das poucas a conseguir oscilação positiva de suas ações durante o terceiro trimestre. Num período turbulento, quando o Ibovespa recuou 26,95%, os papéis da companhia subiram 5,4%. A Souza Cruz é reconhecida pelo mercado por ser uma boa pagadora de dividendos. Analistas apontam que esse é um dos principais atrativos das ações. "Analisamos a necessidade futura de caixa para a gestão do negócio", explicou o diretor. "Os recursos que não serão necessários, nós distribuímos em dividendos". A Companhia Vale do Rio Doce, segunda colocada, vem mantendo presença constante na classificação e apareceu entre as melhores colocadas nos quatro rankings já divulgados. "A Vale tem foco definido, custos baixos e boa estratégia de marketing", afirmou o gerente geral de relações com investidores da empresa, Roberto Castello Branco. "Mesmo em um cenário de recessão, mantemos o bom resultado". Três critérios foram destaque no terceiro trimestre. A empresa tem elevada liquidez e baixa volatilidade. Além disso, suas ações estão valorizadas em relação ao patrimônio. Os quesitos analisados são preço/lucro, preço/valor patrimonial da ação, oscilação, liquidez, volatilidade, "dividend yield" e retorno sobre o patrimônio líquido. Só entram para o ranking as empresas com patrimônio superior a R$ 10 milhões e que tenham entregue seus balanços no prazo. Para mais informações acesse o link abaixo.

Agencia Estado,

17 Dezembro 2001 | 10h43

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