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SP contribui com 59 mil empregos

Ministro revela ao ?Estado? que o desempenho do Estado de São Paulo é o segundo maior para o mês de agosto

Nair Keiko Suzuki, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2015 | 00h00

No resultado geral de 133.329 empregos com carteira assinada criados em agosto, só o Estado de S. Paulo contribuiu com 59.049 vagas, que representaram crescimento de 0,62% no estoque de empregos paulistas. É o segundo maior saldo da série histórica para o mês de agosto, superado apenas pelo registrado em agosto de 2004, quando foram criados 66.410 novos postos de trabalho, uma alta de 0,82%.O detalhamento dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a São Paulo foi divulgado ontem ao Estado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Sem esconder seu entusiasmo, o ministro comentou que foi o melhor resultado divulgado pela sua pasta. Referindo-se à divulgação, na quarta-feira, do crescimento de 5,4% do PIB no segundo semestre do ano e dos bons resultados da Pnad - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (ver caderno especial nesta edição), o ministro comentou: "Há um ambiente de confiança na economia brasileira". Em oito meses do ano, só no Estado de São Paulo, houve acréscimo de 604.631 postos de trabalho celetistas, o que representou um crescimento de 6,69%, um desempenho recorde da série histórica. Nos últimos 12 meses, foram criados 537.154 empregos, com acréscimo de 5,90% em comparação com 12 meses anteriores.Em termos setoriais, os maiores saldos absolutos em agosto foram: serviços, com +20.396 postos de trabalho (+0,51%); comércio, +18.134 postos (+0,93%); indústria de transformação, +11.261 postos (+0,45%); e construção civil, +8.442 postos (+2,27%). No acumulado do ano, todos os setores e subsetores elevaram o estoque de emprego. Os destaques foram serviços, com +180.131 postos (+4,73%); indústria de transformação, +178.575 postos (+7,72%); agropecuária, +107.235 postos (+28,60%); comércio, +68.780 postos (+3,63%); e construção civil, +48.542 postos (+14,62%).CAPACITAÇÃOO ministro Lupi revelou também que foram constatadas 890 mil ofertas de emprego não preenchidas por falta de capacitação profissional. Por isso, ele assinou, na quinta-feira, com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, um convênio válido para Estados e municípios para que o Senai treine os desempregados para capacitá-los para o trabalho, onde houver vagas."Enquanto estiver fazendo o curso, o desempregado continuará recebendo o seguro-desemprego, mas, se deixar de ir às aulas, perde o seguro", afirmou o ministro. As despesas que surgirem com esse convênio serão rateadas entre o governo e o Senai, na base de 50% cada. "Vai ter trabalhador pedindo para fazer o curso", aposta e torce Lupi.

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