SP descarta aftosa, mas rastreia animais do PR

A Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo informou hoje que exames clínicos descartaram a contaminação com febre aftosa em 37 cabeças de gado paulistas que participaram da feira Eurozebu, em Londrina (PR), no início de outubro. No entanto, todos os animais paranaenses que entraram em São Paulo desde o último mês serão rastreados e avaliados.Na feira de Londrina, vários animais tiveram contato com outros vindos da região contaminada do Mato Grosso do Sul e há forte suspeita de que focos em cidades do Paraná, notificados na sexta-feira, tenham surgido no evento. De acordo com a secretaria paulista, os animais do Estado que estiveram na Eurozebu são de propriedades de Restinga, na Alta Mogiana Paulista, São Carlos, no centro, e Itapetininga, no sul de São Paulo.Ontem, veterinários da Secretaria de Agricultura avaliaram os rebanhos das propriedades rurais e descartaram clinicamente, por falta de sintomas, a doença. No entanto, como forma de prevenção, a secretaria paulista solicitou todas as Guias de Trânsito Animal (GTAs) junto à paranaense para que pudesse avaliar os animais do Estado vizinho que vieram para São Paulo. Ainda não há informação do número de animais que viajou entre os dois Estados. Desde sábado, São Paulo proíbe o ingresso e trânsito de bovinos, bubalinos, suínos, ovinos, caprinos e demais biungulados (com cascos bipartidos), domésticos e silvestres, assim como produtos derivados e subprodutos vindos do Paraná. A decisão é idêntica à tomada contra o Mato Grosso do Sul após a confirmação do surgimento do primeiro foco de febre aftosa, no último dia 10. No entanto, o Estado de São Paulo flexibilizou as barreiras contra o Mato Grosso do Sul na semana passada, mas ainda proíbe a entrada de animais vivos, carnes com ossos e também qualquer material vivo vindo da área do foco de febre aftosa, na região de Eldorado (MS). São Paulo está há quase 10 anos sem registrar um único foco da doença e é considerado zona livre de aftosa com vacinação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.