SP é principal responsável pela queda do desemprego

A região metropolitana de São Paulo foi a principal responsável pelo recuo da taxa de desemprego nas seis regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mercado de trabalho paulista responde por 42,2% da ocupação no universo investigado. A taxa de desemprego em São Paulo recuou para 13,6% em maio, ante 14,5% em abril e 14,6% em maio do ano passado.O gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, Cimar Azeredo Pereira, explicou que o aumento de 0,8% no número de ocupados nas seis regiões em abril pode ser creditado quase que integralmente a São Paulo, que absorveu 120 mil ocupados do total de 148 mil novos ocupados registrados de um mês para o outro no total dos locais. Na comparação com maio do ano passado, a ocupação paulista também cresceu (4,7%), com aumento de 355 mil pessoas ante maio do ano passado. No total das regiões, foram 538 mil novos ocupados no período.SetoresO aumento da ocupação em São Paulo ocorreu especialmente no setor de Educação, Saúde e Administração Pública. Do total de novos ocupados na região em maio, na comparação com igual mês do ano passado, 107 mil foram para esse setor, que registrou um aumento de 10,4% na ocupação nessa base de comparação. O aumento foi significativo também em relação a abril (5,9%, mais 64 mil pessoas). A indústria, por outro lado, aumentou o número de ocupados em apenas 27 mil pessoas ante maio e 28 mil pessoas ante abril.A região também contribuiu com força na queda do número de desocupados (não trabalhando e em busca de ocupação) no total das seis regiões, em conjunto com Rio de Janeiro e Porto Alegre. Mas o mercado de trabalho paulista, segundo revelou o IBGE, foi o único no qual a desocupação caiu por causa do aumento da ocupação. Nas duas outras regiões, os desocupados foram na maioria engrossar a população não economicamente ativa, que não está trabalhando nem procurando emprego. De abril para maio, o número de desocupados caiu 5,5% em São Paulo, com menos 74 mil pessoas. De maio do ano passado para maio de 2004, a queda foi de 3,3%, ou menos 43 mil pessoas.Soluço ou recuperação O gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE disse que não é possível afirmar, a partir do recuo da taxa de desemprego para 12,2% em maio, se há uma mudança de tendência no mercado de trabalho. "O mais interessante nesse resultado é que pode ser um soluço ou uma recuperação do mercado, mas vamos ter que esperar o mês que vem para ver o resultado", disse.Segundo Pereira, "o resultado pode estar refletindo o início de uma trajetória, mas só vamos confirmar no próximo mês". O gerente lembrou também que, em anos eleitorais, a taxa de desemprego costuma cair a partir de maio. O exemplo citado por ele foi o ano de 2002, que também apresentou recuo da desocupação em maio.

Agencia Estado,

24 de junho de 2004 | 13h28

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