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SP e Sudeste perdem participação no PIB entre 1995 e 2007

Migração de indústrias para perto da matéria-prima ou do consumidor e incentivos fiscais influenciaram, diz IBGE

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

18 de novembro de 2009 | 10h42

O Estado de São Paulo e a região Sudeste perderam fatia de participação no Produto Interno Bruto (PIB) do País entre 1995 e 2007, segundo mostram os resultados do PIB regional de 2007 divulgados nesta quarta-feira, 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A fatia paulista, que era de 37,3% em 1995, caiu para 34,6% em 2002 e ficou em 33,9% em 2007, não mostrando alteração em relação ao ano anterior. De acordo com o documento de divulgação da pesquisa, no período de 1995 a 2007 a economia paulista perdeu participação nacional na indústria e nos serviços, mas ganhou na agropecuária.

 

 

Segundo o IBGE, "a indústria de transformação do Estado teve a maior perda (-4,3 ponto porcentual no período) dentre todas as 27 unidades da Federação, com as transferências de alguns setores industriais para outros Estados, a migração de algumas plantas industriais para perto da matéria prima ou do consumidor final. Além disso, também influíram no processo alguns incentivos fiscais para investimento industriais em outros Estados".

 

Depois de São Paulo, o Rio Grande do Sul foi o Estado que mais perdeu participação no setor industrial. Segundo o IBGE, a queda foi influenciada pelas fortes secas e pela migração da indústria do fumo para Minas Gerais. Esse último aumentou sua participação de 8,6% para 9,1% ao se apropriar também da cadeia automobilística e por ser o maior produtor de aço e derivados (cerca de um quarto da produção brasileira).

 

No que diz respeito à região Sudeste, a participação continua sendo a maior entre as regiões no PIB do País (56,4% em 2007), mas era maior em 1995, quando chegava a 59,1%. Já o Nordeste, no mesmo período, teve o maior avanço: de 12,0% em 1995 para 13,1% em 2007.

 

Apesar da descentralização do PIB, os oito Estados mais industrializados do País (SP, MG, RS, PR, RJ, SC, BA e AM) ainda concentravam 78,7% da economia em 2007. Em 1995, esse porcentual era de 81,5%. O grupo também detinha 87,2% da indústria de transformação nacional em 2007, ante 88,7% em 1995.

 

O maior PIB per capita também continuou sendo o do Distrito Federal (R$ 40.696,08), cerca de três vezes o PIB per capita nacional (R$ 14.464,73). No período, os três maiores PIB per capita permaneceram na mesma ordem (Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro) assim como os dois menores (Maranhão e Piauí).

 

Crescimento das regiões

 

Todos os Estados da Região Norte cresceram, em termos reais, acima da média nacional (39,8%), e a região teve o maior crescimento no período (73,6%), ficando acima do Centro-Oeste (63,5%). O líder da região foi o AM (96,1%) que, no conjunto do País, foi superado apenas pelo MT (111,5%).

 

Já o Nordeste cresceu 44% no período, em termos reais, sendo que apenas CE (38%), PE (37%) e AL (31%) cresceram abaixo da média brasileira. O destaque ficou com o Maranhão, que cresceu 60,2%. No Sudeste, a expansão foi de 33%. RJ e SP (26% e 32%, respectivamente) cresceram abaixo da média nacional (39,8%, enquanto MG (42%) e ES (líder do Sudeste, com 69%) cresceram acima da média nacional.

 

A Região Sul cresceu 39,9% no período, quase igualando a média brasileira (39,8%). O RS foi o responsável por este desempenho, pois cresceu apenas 30,9%, abaixo dos 47,9% do PR e 44,9% de SC.

O Centro-Oeste (63,5%) ficou atrás apenas da Região Norte (73,6%). Todos os estados do Centro-Oeste crescem acima da média brasileira, ficando o MS com 53,3%, o MT com 111,5% e GO e DF com 57% e 56,6%, respectivamente.

 

(com estadao.com.br)

 

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