SP mantém barreiras contra PR e MS e suspensão de eventos

Pelo menos até a manhã de hoje, o secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Antonio Duarte Nogueira, seguia irredutível e mantinha a proibição para a entrada de animais vivos e carne com osso do Paraná e Mato Grosso do Sul. A liberação do trânsito dos animais foi autorizada na última terça-feira pelo governo federal, por meio da Instrução Normativa 34, que excluiu apenas 41 municípios dos dois Estados considerados áreas com ou sujeitas à febre aftosa. Nogueira ratificou a posição de que a instrução, como o nome diz, não seria uma medida impositiva por parte do governo federal e respalda sua decisão de manter as barreiras na falta de resultados para as suspeitas de febre aftosa no Paraná, além do surgimento de novos focos em Mato Grosso do Sul. O secretário paulista informou, ainda, que também seguem suspensas, por tempo indeterminado, feiras, rodeios e leilões com animais suscetíveis à aftosa em São Paulo. A secretaria não comenta o assunto, mas a Agência Estado apurou que Nogueira é pressionado por um grande frigorífico que compra animais em Mato Grosso do Sul e por pecuaristas do Estado vizinho que vendem animais em São Paulo para que recuasse em relação às barreiras. No entanto, o secretário teria o respaldo do setor produtivo e de grande parte do setor exportador de carne bovina para manter sua decisão. DESCOBERTA A febre aftosa foi descoberta na Itália no século XVI. Está presente de forma endêmica em regiões da Ásia, América do Sul, África e Oriente Médio. Houve surtos na Grécia,Taiwan,Argentina, Brasil, Uruguai, Japão e Reino Unido. SINTOMAS A febre aftosa é talvez a doença mais temida pelos pecuaristas. Nos animais, ela provoca afta na boca e na gengiva, além de feridas nas patas e nas mamas. A vaca fica em estado febril, não consegue pastar, perde peso e produz menos leite. Já nos humanos, são raros os casos de contaminação, mas eles não podem ser descartados. Os sintomas são febre leve e calafrios, bem como bolha nas mãos e na boca. Contudo, a doença não chega a provocar risco de morte entre os humanos. CONTAMINAÇÃO Os animais que podem ser contaminados pelo aftovírus são bois, porcos, cabras e ovelhas. No caso dos humanos, a contaminação é bem mais difícil e só acontece se a pessoa ficar em constante contato direto com animais contaminados. TRANSMISSÃO o aftovírus pode ser transmitido pelo leite, carne e saliva do animal doente. A doença também é transmissível para animais pela água, pelo ar e por objetos e locais sujos. Humanos não transmitem o vírus entre si, mas podem levar na roupa, caso tenham entrado em uma área onde há aftosa. PREVENÇÃO Não existe tratamento contra a Febre Aftosa e sim medidas preventivas específicas pelo uso de vacinas. No Brasil, o processo mais aconselhável é a vacinação periódica dos rebanhos, assim como a imunização de todos os bovinos antes de qualquer viagem. Em geral a vacina contra a febre aftosa é aplicada, de 6 em 6 meses, a partir do 3º mês de idade. No Estado de São Paulo deve ser feita nos meses de março e setembro. Na aplicação devem ser obedecidas as recomendações do fabricante em relação à dosagem, tempo de validade, método de conservação e outros pormenores.

Agencia Estado,

04 Novembro 2005 | 11h46

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