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SP pode aumentar geração de energia a partir de bagaço

O potencial de produção de bioeletricidade a partir do bagaço da cana-de-açúcar no Estado de São Paulo é da ordem de 3 mil MW médios, segundo informou a secretária de Saneamento e Energia do governo paulista, Dilma Pena. Segundo ela, as usinas de açúcar e álcool instaladas no Estado têm capacidade instalada de 1,7 mil MW e vendem ao sistema 1,1 mil MW médios."Há potencial para duplicar estes 1,1 mil MW médios com o parque existente por meio de avanços tecnológicos. Com a inclusão dos projetos de expansão do próprio setor, o Estado pode atingir o patamar de 3 mil MW médios em 2012/2013", comentou a secretária, que participa de workshop promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre a geração de eletricidade a partir de biomassa e biogás.Nas estimativas da consultoria Andrade & Canellas, o potencial de São Paulo pode ser ainda maior. De acordo com o presidente da companhia, João de Carlos de Mello, essa produção pode chegar até a 6 mil MW, a partir do aproveitamento também da palha - hoje, apenas se aproveita o bagaço da cana para a geração de energia.ProtocoloPara viabilizar esse aumento de produção, o governo paulista assinou hoje protocolo de intenções com a Fiesp para retirar os entraves do setor. "É preciso promover segurança e retorno aos investimentos. Se isso ocorrer, há recursos disponíveis para os projetos", afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Segundo o executivo, estudos apontam que o Brasil teria condições de gerar entre 6 mil a 7 mil MW a partir do aproveitamento do bagaço de cana. "Isso equivale as duas usinas do rio Madeira", considerou o presidente da entidade.Skaf apontou que hoje há uma grande preocupação no setor produtivo paulista no que diz respeito ao abastecimento futuro de energia elétrica. "Há grande preocupação sobre os anos de 2010, 2011 e 2012." Para Skaf, a produção de eletricidade oriunda das usinas de açúcar e álcool pode contribuir para evitar um novo desabastecimento no setor elétrico.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

05 de setembro de 2007 | 16h55

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