SP puxa expansão industrial no País

Crescimento de 11,1% em outubro foi o melhor desde dezembro de 2004 e ficou acima da média nacional, de 10,3%

Jacqueline Farid, O Estadao de S.Paulo

11 de dezembro de 2007 | 00h00

A indústria paulista apresentou em outubro o melhor desempenho desde dezembro de 2004, com crescimento de 11,1% ante o mesmo mês do ano passado, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho do Estado ficou acima da média nacional (10,3%). De janeiro a outubro, a indústria paulista acumula aumento na produção de 5,8% e em 12 meses, de 5%.A expansão da produção industrial se espalhou pelo País em outubro, e todas as 14 regiões pesquisadas mostraram crescimento em relação a igual mês de 2006. Na comparação com setembro, apenas Pernambuco, com queda de 1,3%, mostrou declínio na produção. Isabella Nunes, economista da coordenação de indústria do IBGE, disse que os resultados regionais confirmam a influência do aquecimento do mercado interno e dos investimentos sobre os resultados. Segundo ela, as regiões que estão crescendo acima da média nacional são influenciadas positivamente pela produção de bens duráveis (eletrodomésticos, automóveis) ou bens de capital.Ela destacou também que, ainda que a diferença de um dia útil a mais em outubro tenha influenciado os resultados, os indicadores mostram que "a conjuntura econômica mais favorável este ano" foi determinante para o bom desempenho da indústria no mês. Segundo Isabella, essa conjuntura favorável responde a fatores como o aumento da renda e do crédito, além da estabilidade no mercado de trabalho. Ela exemplificou que as regiões que cresceram acima da média nacional ante igual mês do ano passado foram influenciadas por esses fatores, seja pelo aumento dos investimentos ou das vendas de veículos automotores e eletrodomésticos. Além de São Paulo, houve expansão maior do que a média do Brasil, na comparação com outubro de 2006, no Amazonas (15,4%, impulsionado especialmente pela fabricação de DVDs e motocicletas); Paraná (14,4%, com destaque para veículos automotores, que cresceram 61%); Rio Grande do Sul (11,3%, sob impacto de máquinas e equipamentos, com 43%, e veículos automotores, com 26,7%) e Santa Catarina (10,6%, com a principal influência também de veículos automotores, onde houve aumento de 23%). SÃO PAULOIsabella destacou que o forte crescimento em bens de capital na indústria nacional ocorre de forma mais diversificada em São Paulo, favorecendo os resultados locais, impulsionados também pela indústria automobilística. Em relação a outubro de 2006, segundo o IBGE, 17 das 20 atividades pesquisadas em São Paulo contribuíram positivamente para a formação da taxa geral. Os principais destaques incluem veículos automotores (25,0%) e máquinas e equipamentos (14,5%). O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) destaca, além de São Paulo, o bom desempenho da indústria mineira em 2007. Minas Gerais teve o maior crescimento acumulado no ano até outubro (8,6%) entre as regiões pesquisadas. Em documento de análise da pesquisa, os economistas do Iedi destacam que Minas conta para o seu desempenho com "setores que vêm recebendo forte estímulo, ou por conseqüência da economia mundial, ou devido ao impulso da economia doméstica", como minério de ferro e automóveis.

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