SP tem superávit comercial de US$ 1,97 bi, destaca Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que o Estado acumula superávit da balança comercial de US$ 1,97 bilhão no período de janeiro a outubro desse ano em comparação ao mesmo período do ano passado. "Saímos de um déficit comercial de US$ 243 milhões entre janeiro e outubro de 2002, para um superávit de US$ 1,97 bilhão esse ano, resultado principalmente do crescimento das exportações, que saíram de US$ 16,5 bilhões para US$ 18,7 bilhões, no mesmo período", informou, após participar de reunião do Conselho Estadual de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Cericex), no Palácio dos Bandeirantes.Segundo Alckmin, o Estado está investindo fortemente em uma política de incentivo às exportações de pequenas e médias empresas e, no encontro de hoje do Cericex, ficou estabelecido a criação do Centro Estadual de Logística de Exportação (Celex), que será instalado num imóvel do governo estadual situado na Rodovia dos Imigrantes, onde já opera hoje uma central de atendimento telefônico que esclarece os trâmites para efetuar exportações. "Em 90 dias de operação, essa central já recebeu 1,4 mil consultas e fornecemos mais de 600 ajudas importantes para os pequenos empresários exportarem", comentou.O governador paulista assinou protocolo de intenções com a Invest Brasil, agência promotora de exportações formada em parceria entre o governo federal e a iniciativa privada, para promover o comércio exterior de produtos fabricados no Estado. Ele citou ainda como política de comércio exterior o chamado "fast track", em que empresários exportadores recebem rapidamente seu crédito tributário e posteriormente o Estado audita o pagamento desse tributo.?Investimento ainda não reflete na arrecadação?A retomada da atividade industrial nos últimos meses ainda não foi refletida na arrecadação tributária do Estado de São Paulo, segundo informou o governador Geraldo Alckmin. "O ano foi ruim e o fundo do poço foi em maio e junho. Novembro ainda não encerrou, mas as indicações são de que haverá arrecadação abaixo do previsto no Orçamento", disse. "A arrecadação recuperou um pouco nos últimos meses, mas o crescimento em comparação ao ano passado foi apenas nominal e está abaixo da inflação no período", complementou, sem informar valores.

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