SPC: cartão de crédito 'suga' dinheiro do consumidor

O presidente do Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Roberto Alfeu Pena Gomes, afirmou hoje que o comércio vem fazendo um trabalho de corpo a corpo com os parlamentares, para acelerar o novo marco regulatório para o setor de cartões de crédito. Isso porque, na avaliação dos lojistas, os cartões são um dos "grandes sugadores do dinheiro dos consumidores", que poderia ser utilizado em novas compras do varejo.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

10 de setembro de 2009 | 16h06

"O comércio está junto com deputados e senadores buscando leis para regulamentar esse processo, pois queremos que o duopólio seja aberto e tenhamos mais concorrência. O cartão de crédito é importante, mas não pode acabar com o dinheiro do brasileiro", disse.

Alfeu lembrou, que o segmento de cartão de crédito não possui regulamentação no País e que, por isso, foi um dos poucos isentos do pagamento da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) antes de sua extinção. "Não pagavam CPMF e cobram uma taxa dessas para o lojista e o consumidor. Além disso, só tem duas bandeiras no Brasil. Acho que está tudo errado aí dentro", criticou. "O comércio já virou refém da Redecard e da VisaNet", continuou.

O presidente do SPC Brasil fez ainda um "alerta" ao consumidor. "O cartão de crédito é uma coisa que se precisa pagar, se não vira uma bomba-relógio. Não é status ter na carteira um monte de cartão de crédito, mas essa é uma paixão nacional hoje", considerou. Segundo ele, 67% das pessoas que compram por meio do cartão de crédito atualmente possuem renda de R$ 1 mil a R$ 1,7 mil.

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