Spread foi maior em bancos públicos entre 2004 e 2007

Estudo do Banco Central mostra que nesse período concorrentes privados tiveram spread até 20% menor

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

18 de dezembro de 2009 | 15h29

Relatório divulgado nesta sexta-feira,18, pelo Banco Central mostra que os bancos públicos praticaram spreads bancários maiores que os concorrentes privados entre 2004 e 2007. A situação só se inverteu em 2008, quando o governo pressionou bancos estatais a liderarem o processo de redução de juros e, por isso, a margem dos públicos foi menor que a dos comerciais pela primeira vez em cinco anos.

 

Levantamento anual apresentado há pouco mostra que instituições como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal já praticaram margem quase 20% mais cara que a dos privados.Em 2004, no início da pesquisa, o spread dos bancos públicos era de 39,6 pontos e dos privados, 34,5 pontos. No ano seguinte, a diferença aumentou ainda mais: 41,5 pontos nos estatais e 34,9 pontos nos comerciais. Dessa forma, instituições públicas praticavam spread 19% mais alto que a dos concorrentes. Em 2006, a média dos estatais ficou em 36,6 pontos e dos privados, 34,2 pontos. Em 2007, o último ano da liderança dos públicos, a média ficou em 28,7 pontos contra 28,3 pontos dos privados.

 

A situação só se inverteu no ano passado, quando o governo federal passou a usar os bancos públicos para incentivar o crédito em meio à crise financeira. O plano passava pela redução dos spreads bancários e dos juros ao consumidor. Com essa estratégia, o spread dos públicos ficou em 37 pontos, abaixo dos 40,9 pontos dos privados. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.