Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Stand by consome até 5% da energia da casa

Evitar televisões ligadas quando ninguém está assistindo não deve ser a única preocupação de quem quer economizar a energia consumida pelos eletrodomésticos. A TV, o som, o microondas, o computador e outros eletrônicos podem consumir até 5% da energia de uma casa, mesmo desligados, caso funcionem por controle remoto ou tenham relógios internos. Este percentual foi constatado em um estudo realizado pelo Lawrence Berkeley National Laboratory (LBL), do Departamento de Energia dos Estados Unidos, em residências norte americanas. "Todos os computadores, eletrônicos computadorizados, TVs, rádios, sons, vídeos, fornos, lavadoras, alarmes, portões eletrônicos e outros aparelhos domésticos dotados de teclas "sleep" ou "stand by" ou "timers" consomem energia mesmo quando não estão em uso", diz Jeffrey Harris, do LBL. O consumo de energia é bem baixo para cada aparelho, mas, somados, eles podem fazer uma grande diferença nas contas de eletricidade.Segundo explica Harris, no decorrer de um ano, um aparelho que não é utilizado constantemente, como um forno microondas, chega a gastar a mesma quantidade de energia parado, esperando para ser usado, do que a soma da energia gasta em uso, naquele período. "Nós chamamos estes aparelhos de ´vampiros´ porque eles têm dois ´dentes´, ligados nas tomadas, sugando eletricidade o tempo todo", acrescenta. A maioria dos relógios e infravermelhos, que acionam controles remotos, consome algo entre 10 e 20 watts, mas existem alguns que chegam a 50 watts. "Se você tem uma geladeira eficiente, no melhor padrão de baixo consumo de energia, ela usa menos de 100 watts e o conjunto de aparelhos eletrônicos pode consumir mais 100 watts, como constatei em minha própria casa", continua Harris. Em outras palavras, apenas para guardar a hora ou esperar o clic do controle remoto, os eletrônicos podem estar consumindo mais do que a geladeira, normalmente considerada uma das vilãs das residências, em se tratando de consumo de energia.Solução seria mudar design de aparelhosA solução, para os pesquisadores do LBL, seria melhorar o design dos eletrônicos, exigindo redução do consumo, como foi feito com os motores dos eletrodomésticos. Uma providência que nunca se tomou, porque nunca se prestou atenção a isso, mas que não custaria muito aos fabricantes e seria tecnicamente viável. O laboratório norte americano mantém convênios e parcerias com agências de diversos países, para trocar informações e tentar estabelecer padrões internacionais que sirvam como referência para a energia "stand by". Enquanto o mercado não discute tais padrões, no entanto, o jeito é desligar TVs, vídeos e sons no botão e não apenas no controle remoto e tirar das tomadas os microondas, lavadoras e outros aparelhos com relógios internos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.