Standard & Poor´s elogia solidez de crédito do Brasil

A Standard & Poor´s divulgou um relatório hoje na qual destaca que a solidez de crédito do Brasil é positiva e pondera que os atuais ratings (classificação de risco) do País refletem a consistência de sua estrutura macroeconômica, a execução política prudente e a melhora no perfil de seu endividamento externo, a despeito dos desdobramentos políticos atuais. Intitulado "FAQ Crédito: Governo do Brasil mantém política macroeconômica estável, mas não está imune às pressões políticas", o relatório examina a performance econômica do país e os atuais desdobramentos políticos. De acordo com a analista de crédito da S&P, Lisa Schineller, a solidez de crédito do País permanece constrita por suas vulnerabilidades fiscal e externa. A analista avalia que a postura política prudente do governo atual e futuro é crucial para manter a solidez de crédito em um caminho de melhora. "A vulnerabilidade fiscal brasileira reflete o amplo endividamento geral do governo, que é altamente sensível a movimentos das taxas de juro", declarou Schineller. "No entanto, a magnitude do carregamento de suas dívidas está diminuindo nos últimos anos e, embora seja ainda grande, o Brasil está se movendo para mais perto de países com ratings BB", ponderou. A vulnerabilidade externa reflete a combinação de uma base ainda pequena de suas exportações contra um ainda elevado endividamento externo. "No entanto, a performance exportadora impressionante está, lentamente, mitigando esse fardo", afirmou. A performance econômica se fortaleceu nos últimos anos, mas o crescimento e investimentos mais elevados dependem da consolidação e da persistente busca pela estabilidade macroeconômica. "Além disso, medidas políticas pró-ativas para reduzir o infame "custo Brasil" devem ampliar os benefícios da estabilidade macroeconômica que ainda tem que se materializar totalmente", avaliou. A analista diagnosticou que a despeito do debate político, não acredita que medidas controversas tenham espaço para avançar no curto prazo, diante do clima político atual e da aproximação das eleições de 2006. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

18 Novembro 2005 | 15h28

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