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Standard & Poor’s reafirma ratings de crédito do Brasil

A agência de classificação de risco citou o forte crescimento econômico, que oferece uma oportunidade para que a nova administração reduza gradualmente sua dívida em relação ao PIB

Agência Estado,

15 de dezembro de 2010 | 12h13

A agência de classificação de risco Standard & Poor's reiterou, na noite de ontem, os ratings de crédito soberano em moeda estrangeira e local do Brasil, acrescentando que a perspectiva para os ratings de longo prazo continua estável. O rating atribuído pela S&P ao crédito do Brasil em moeda estrangeira de longo prazo é BBB-, ao crédito em moeda estrangeira de curto prazo é A-3. O rating para crédito soberano em moeda local de longo prazo é BBB+ e para moeda local de curto prazo é A-2. A agência também reafirmou o rating BBB+ de transferência e conversibilidade do Brasil e o rating brAAA da Escala Nacional Brasil.

"Nossos ratings avaliam a rigidez fiscal soberana e o peso da dívida do Brasil em relação ao ratings de outros países semelhantes, com a posição líquida externa relativamente favorável do país e seu compromisso políticas macroeconômicas prudentes", disse o analista de crédito da S&P, Sebastian Briozzo. "Projetamos a dívida líquida geral do governo em 45% do PIB em 2010, comparada ao nível médio de 32% de ratings semelhantes. Entretanto, o elevado nível de reservas em moeda estrangeira melhorou o desempenho externo da dívida nos últimos anos", acrescentou.

A agência cita ainda que o forte crescimento econômico, suportado pelos preços favoráveis das commodities e pela maior relação comercial com a China, oferece uma oportunidade para que a nova administração reduza gradualmente sua dívida em relação ao PIB. "Esperamos que o crescimento do PIB atinja 7,5% em 2010, desacelerando seu ritmo para um nível mais sustentável de 4,7% em 2011", diz a agência. As perspectivas de crescimento para além de 2010 estão ancoradas na recuperação do investimento e contínua expansão do consumo, acrescenta a S&P.

A agência diz que, entretanto, os ratings do Brasil seguem limitados pela rigidez fiscal e pela relativamente elevada taxa de juro doméstica. Três aspectos da política fiscal são de particular importância para o rating, diz a S&P: a necessidade de se manter um superávit primário próximo de 3% do PIB no médio prazo; o desejo político e a capacidade de melhor a composição dos gastos do governo, aumentando a participação do investimento público e reduzindo a participação das despesas operacionais; o papel do BNDES, que teve rápido crescimento em sua carteira de empréstimo nos últimos anos. Embora o banco seja bem administrado, observa a S&P, a manutenção do rápido crescimento dos empréstimos pode criar obrigações contingentes ao governo.

A nova administração de Dilma Rousseff, diz a S&P, enfrentará o desafio de desenvolver a infraestrutura física e elevar a taxa de crescimento no longo prazo sem prejudicar o estrutura macroeconômica recentemente fortalecida. "A administração das pressões inflacionárias de curto prazo por parte do governo oferecerá uma demonstração de seu compromisso com políticas prudentes", conclui a S&P.

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