Star Alliance quer negociação com a TAM no mercado aéreo

Empresa busca companhia brasileira para substituir a Varig no mercado

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h49

A Star Alliance busca uma empresa brasileira para substituir a Varig e espera contar com a TAM em sua aliança global de empresas aéreas, afirmou o presidente do grupo no Brasil, Carlos Antunes. O executivo diz que a líder do mercado brasileiro "está mais próxima" da Star Alliance."Existe interesse da Star Alliance em ter um parceiro no Brasil. Assim como existe interesse em trabalhar com a TAM", afirma Antunes. Segundo ele, a TAM reúne as condições mais propícias para aderir à Star Alliance por causa de sua operação no mercado internacional. Além disso, ele destaca que contribui para a preferência o fato de a empresa ter fechado recentemente acordos de compartilhamento de assentos com a portuguesa TAP, a americana United Airlines e a alemã Lufthansa, todas integrantes da aliança.A TAM informa que ainda não decidiu se vai aderir a algum grupo global de companhias aéreas, mas admite que foi "flertada" por todos os existentes. A empresa acrescenta que a sua estratégia tem sido a de firmar acordos bilaterais. Em menos de um mês, foram quatro, incluindo uma parceria com a chilena LAN, que pertence à aliança Oneworld."Sem dúvida os acordos bilaterais da TAM com empresas da Star Alliance são o primeiro passo para a TAM entrar na aliança. Aliás, ela já está com um pé lá", afirmou o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio. Segundo ele, a parceria firmada com a LAN não atrapalha uma eventual adesão da TAM à Star Alliance.Varig"A Varig que foi parceria da Star Alliance não é a mesma que opera hoje", diz Antunes, ao ser questionado das chances de a Varig retornar à aliança. A companhia saiu desse grupo em abril deste ano. Sobre a Gol, o executivo diz que alguns limitadores impedem a imediata adesão da empresa, que concentra sua atuação internacional na América latina. Além disso, o sistema de reservas da Gol não se conecta com os dos membros da Star Alliance, diz Antunes.A Star Alliance comemora este ano uma década de existência. São 17 empresas que reúnem 2.777 aeronaves, 351,7 mil funcionários e 405,7 milhões de passageiros transportados por ano. Juntas, as companhias voam para 155 países e operam em 855 aeroportos, com 16 mil decolagens por dia. Esses número deverão aumentar até o final deste ano, já que a Air China está em processo de adesão.Prioridade ao passageiroDe acordo com Antunes, o novo foco da aliança é a prioridade ao passageiro. Ele diz que o objetivo é fazer com que a pessoa viaje nos aviões de diferentes empresas do grupo e sinta que os serviços e a qualidade são padronizados, como se tivesse viajado em apenas uma empresa aérea. "Antes o foco era como a Terra se conecta. Hoje, a prioridade é como as companhias se conectam com o passageiro", diz.

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